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BRASIL
Segunda-feira, 16 de Julho de 2012, 20h:46

PROPINA EM GO

PSDB quer explicação de Perillo sobre denúncias

PSDB aguarda explicação sobre o suposto compromisso entre o governador e a Delta

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE) ainda espera que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, apresente explicações ao partido sobre as novas denúncias de envolvimento com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Por meio da assessoria de imprensa, Guerra informa que, até o momento, Perillo tem dado explicações suficientes em relação ao seu envolvimento com Cachoeira. O presidente do PSDB aguarda esclarecimentos sobre o suposto compromisso firmado entre o governador de Goiás e a Delta Construções, intermediado por Cachoeira. Segundo reportagem publicada pela revista "Época", Perillo teria recebido propina para liberar o pagamento de créditos devidos pela empreiteira. Há suspeita de que o acerto também envolveu a venda da casa do governador para Cachoeira. Guerra disse, por meio da assessoria de imprensa, que mantém a confiança no correligionário, mas aguarda novos esclarecimentos ainda nesta semana. O presidente do PSDB chega na noite desta segunda em Brasília e não há, pelo menos até agora, previsão de uma reunião extraordinária da executiva do partido para discutir o caso Perillo. O senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP) apresentaria um requerimento para chamar novamente Perillo à CPI do Cachoeira. O relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), por sua vez, acredita que o melhor seria convocá-lo quando se encerrarem as apurações. "Eu admito a hipótese de reconvocação, mas é preciso que aprofundemos a investigação", declarou. INDICIAMENTO O vice-presidente da CPI do Cachoeira, o deputado petista Paulo Teixeira (SP), defendeu o indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, por envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Um relatório da Polícia Federal diz que Perillo firmou um "compromisso" com a Delta Construções, assim que assumiu o cargo, no ano passado. O acordo contava, diz a PF, com a intermediação de Cachoeira. O acerto incluiria a liberação de créditos milionários da empreiteira com o governo goiano mediante suposto pagamento de propina a Perillo. O primeiro "compromisso", segundo reportagem da revista Época desta semana, teria sido a compra da casa do governador de Goiás pelo contraventor. "Fechou o cerco. O relatório da Polícia Federal é a prova cabal de que a venda da casa foi para Cachoeira, foi pago com dinheiro da Delta e que houve uma vinculação entre os pagamentos de créditos para a empreiteira e a quitação das parcelas pela casa", afirmou Teixeira. Questionado sobre por quais crimes o governador de Goiás poderia ter o indiciamento sugerido pela comissão, Paulo Teixeira, que também foi líder do PT na Câmara, disse que não é possível saber agora. "Tem muitos tipos penais que ele será enquadrado", afirmou. A CPI tem prazo para encerrar os trabalhos em novembro, caso não seja prorrogada. Suas conclusões serão remetidas para o Ministério Público, que poderá, ou não, acatá-las. O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), preferiu não comentar a sugestão feita pelo colega de partido sobre o indiciamento de Perillo. "Nós falamos em lugares diferentes: não vou antecipar minha opinião a respeito do relatório final", disse. "Os fatos são conhecidos da CPI. A novidade é que a Polícia Federal se manifesta na linha de estabelecer os vínculos do governador com a organização criminosa", completou.

Edição EDIÇÃO 16967




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