BRASIL
Sexta-feira, 04 de Abril de 2008, 20h:23
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CASO ISABELLA
Promotor vê contradições em depoimentos
Segundo o advogado Marco Levorin, o pai da menina Isabella, Alexandre Nardoni, tem nomes de suspeitos que poderiam ter matado sua filha
ANDRÉIA SADI
Da Agência Estado - São Paulo
O promotor Francisco José Taddei Cembranelli, que acompanha as investigações sobre a morte da menina Isabella Oliveira Nardoni, 5, afirmou ontem que a versão apresentada pelo pai e pela madrasta da menina é "fantasiosa" e reforçou a hipótese de crime. Segundo ele, há contradições que precisam ser esclarecidas. Segundo o advogado Marco Polo Levorin, o pai da menina Isabella, Alexandre Nardoni, tem nomes de suspeitos que poderiam ter matado sua filha. A criança morreu no final da noite do último sábado. Foi encontrada em parada cardiorrespiratória no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre Nardoni, 29, e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, 24, na zona norte de São Paulo. Segundo Nardoni, ela teria sido jogada do sexto andar do edifício, supostamente, por algum desafeto seu. APRESENTAÇÃO Ambos se apresentaram à Justiça anteontem, quase 20 horas depois de terem a prisão temporária por 30 dias - prorrogáveis por mais 30 - decretada pelo juiz Maurício Fossen, da 2ª Vara do Júri. Ele também decretou sigilo no inquérito policial. De acordo com o promotor, o casal foi preso para que as investigações não fossem prejudicadas. Caso estivessem em liberdade, poderiam ter contato com testemunhas, vizinhos ou ao local onde a menina morreu. Um dos principais fatos que devem ser esclarecidos, afirma Cembranelli, é a declaração dada por Nardoni a pessoas que estavam no prédio, também no dia 29, de que um criminoso estava no apartamento e que a porta havia sido arrombada. A perícia não constatou arrombamento e, em depoimento, o pai de Isabella não voltou a mencionar o fato. SUSPEITOS O pai da menina Isabella, Alexandre Nardoni, tem nomes de suspeitos que poderiam ter matado sua filha, no último sábado, segundo o advogado Marco Polo Levorin. O advogado disse também que os suspeitos teriam trânsito livre no prédio onde Nardoni mora, mas não quis adiantar se são familiares, moradores, ou funcionários. "Estive com ele (Nardoni) hoje e citou alguns nomes, mas não vou revelar quem são. Vamos encaminhar ao delegado para que seja investigado", disse o advogado em entrevista ao estadao.com.br ontem. O advogado disse que se encontrou com seu cliente ontem. Nardoni, "muito abalado", negou novamente sua participação no crime. " Ele perguntou dos familiares, quer saber se todo mundo está bem", disse. Levorin disse que irá trabalhar nos próximos dias para conseguir o habeas-corpus para seu cliente. "A prisão dele foi precipitada, não existem elementos para a prisão temporária", explicou. 'FANTASIOSA' O promotor Francisco Cembranelli, responsável no Ministério Público Estadual (MPE) pela investigação, disse que a prisão do casal está fundamentada na garantia da tranqüilidade das investigações". Em entrevista exclusiva ao Estado, na quinta-feira, ele já havia dito que "a versão do casal é fantasiosa.