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BRASIL
Segunda-feira, 28 de Abril de 2008, 20h:57

Promotor diz ter elementos para ação penal

O promotor Francisco Cembranelli disse na tarde de ontem já possuir elementos de provas suficientes para justificar uma ação penal contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, 5. A garota foi morta em 29 de março ao ser jogada do sexto andar no edifício London (zona norte de São Paulo), onde morava o casal. Os dois já foram indiciados pela Polícia Civil. "O interesse é mostrar as circunstâncias do envolvimento [do casal] e a seqüência dos fatos", disse o promotor. Cembranelli afirmou que deverá receber o inquérito até amanhã e, segundo ele, o feriado prolongado de 1º de maio (Dia do Trabalho), servirá para análise do inquérito. Provavelmente, ele receberá o pedido de prisão preventiva por parte da polícia. Ainda de acordo com o promotor, a denúncia (acusação formal) não será oferecida antes da segunda-feira (5). Durante a reconstituição realizada anteontem, segundo Cembranelli, não foram feitos testes de som. "Seria um absurdo fazer testes de som ontem com aquele falatório todo. No sábado, a rua estava absolutamente deserta, não tinha ninguém. Ontem havia muita gente em frente ao prédio. Ninguém iria ser irresponsável de fazer o teste", afirmou. O movimento na frente do apartamento de Alexandre Jatobá, pai de Anna Carolina, na Vila Galvão (Guarulhos, Grande São Paulo), foi tranqüilo ao logo do dia de ontem. Um carro da Polícia Militar permanece na frente do local, mas nenhuma ocorrência foi registrada. Procurada, a defesa do casal informou que só irá se manifestar após o relatório da polícia Civil ser apresentado. Domingo, após a simulação, a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público chegaram a afirmar que iriam pedir à Justiça na tarde de ontem a prisão preventiva do casal Alexandre Alves Nardoni, 29, e Anna Carolina Jatobá. Durante a "reprodução simulada" do crime - forma como peritos criminais chamam a encenação de todas as versões de um crime -, delegados e peritos do IC (Instituto de Criminalística) se concentraram principalmente na reconstrução cronológica do que ocorreu na noite de 29 de março no edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de SP).

Edição EDIÇÃO 16967




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