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BRASIL
Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2007, 19h:50

Presidente Bush anuncia visita ao Brasil em março

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, informou ontem que o presidente George W. Bush irá ao Brasil no início de março. Antecipando a visita do líder americano, o Brasil recebeu nesta semana a visita de dois altos representantes do governo americano, o subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado americano, Nicholas Burns, que partiu para o Brasil nesta segunda-feira, e do secretário de Justiça do país, Alberto Gonzalez. O procurador-geral dos Estados Unidos, Alberto González, elogiou ontem as medidas adotadas pelo Brasil para combater vários crimes internacionais, entre eles o terrorismo, e mencionou especialmente a criação de um centro de inteligência na Tríplice Fronteira com a Argentina e o Paraguai. VISITA A delegação do líder americano deverá contar com a presença da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Analistas acreditam que o governo americano está buscando uma aproximação com o Brasil de forma a isolar a Venezuela do presidente Hugo Chávez. Antes de partir para o Brasil, na semana passada, o subscretário Nicholas Burns havia dito que a delegação americana nem pretendia discutir a Venezuela com as autoridades brasileiras e que o propósito da viagem era se concentrar nos “amigos”, como Brasil e Argentina. Mas o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que a Venezuela foi um dos temas do encontro que manteve com Burns. Burns também havia antecipado que um dos principais temas da agenda americana no Brasil seria a aproximação entre os dois países no que diz respeito à produção de etanol. O novo embaixador brasileiro em Washington, Antônio Patriota, anunciou no início da semana que Brasil e Estados Unidos estão negociando um padrão técnico para o etanol, o que representaria o passo inicial para transformação do álcool combustível em uma commodity internacional, que seria negociada em bolsas de mercadorias como o petróleo ou a soja. FRONTEIRA O procurador-geral dos Estados Unidos, Alberto González, elogiou ontem as medidas adotadas pelo Brasil para combater vários crimes internacionais, entre eles o terrorismo, e mencionou especialmente a criação de um centro de inteligência na Tríplice Fronteira com a Argentina e o Paraguai. "O Brasil adotou medidas essenciais no combate ao terrorismo, inclusive com a criação de um centro de inteligência e o envio de recursos para a área da Tríplice Fronteira", afirmou González em entrevista coletiva que concedeu após sua reunião ontem em Brasília com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Apesar de rejeitar em várias ocasiões as acusações de que essa região se transformou em ponto de passagem e financiamento para grupos terroristas, o Brasil anunciou em agosto de 2006 a criação, ao lado de Argentina e Paraguai, de um Centro Regional de Inteligência em Foz do Iguaçu. O centro, no qual colaboram agentes de inteligência dos três países, foi instalado oficialmente para reforçar a vigilância na Tríplice Fronteira e combater a atuação de grupos de narcotraficantes e contrabandistas. Segundo o governo brasileiro, a criação do Centro Regional de Inteligência foi um dos compromissos assumidos pelos três países em suas negociações com os EUA no âmbito do chamado Grupo 3+1. No entanto, o Brasil sempre rejeitou as constantes acusações do governo americano que a Tríplice Fronteira é uma base para terroristas árabes e que os imigrantes islâmicos da região financiam grupos extremistas no Oriente Médio.

Edição EDIÇÃO 16967




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