JOÃO NAVES DE OLIVEIRA
Da Agência Estado - Campo Grande
Preso depois de ser acusado por fraudes em concorrências públicas, recebimento de propinas entre outros crimes, o prefeito de Dourados (MS), Ari Artusi, foi transferido às pressas para a capital por medida de segurança, conforme informações da PF. Está isolado em uma cela do 3º Distrito Policial de Campo Grande. A medida foi adotada depois que cerca de 100 pessoas apedrejaram e tentaram incendiar a casa de Artusi. Um pelotão de choque da Polícia Militar compareceu ao local e evitou a tragédia que poderia ter ocorrido com duas filhas do prefeito que estavam dentro da residência. O ataque ao imóvel é uma das promessas contidas em panfletos apócrifos espalhados em Dourados. Sem a presença do pai e da mãe, elas foram levadas para a casa de parentes na cidade. A esposa do prefeito, Maria Artusi, juntamente com os demais presos na Operação Uragano (furacão Italiano), desencadeada pela PF na madrugada de quarta-feira, está presa em Dourados. Maria Artusi é acusada de retirar R$ 9 mil da Secretaria Municipal de Saúde, para "turbinar os seios", conforme a denúncia contida no processo que apura a atuação do grupo de 29 pessoas, composto por cinco secretários municipais, nove vereadores e empresários. A PF confirma que, segundo foi apurado, o prefeito recebia, pelo menos desde o ano passado, R$ 500 mil por mês em propinas.