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BRASIL
Terça-feira, 03 de Janeiro de 2012, 19h:43

MÃOS DE ADRIANO

Perícia não encontra pólvora

O diretor do Departamento Geral de Polícia Técnico e Científica- DGPTC, Sérgio Henriques, afirmou ontem que o laudo do exame residuográfico coletado das mãos do jogador Adriano, do Corinthians, e da jovem Adriene Cyrino, 20, apresentou resultado negativo para resíduos de pólvora. No entanto, Henriques declarou que o fato do laudo ter dado negativo não significa que Adriene não fez o disparo que atingiu sua mão. O acidente ocorreu no dia 24 de dezembro, quando a jovem estava no carro do jogador corintiano. De acordo com Henriques, "a fragilidade do teste está na coleta, pois não necessariamente os vestígios de pólvora serão encontrados nas mãos de quem efetuou o disparo, muitas vezes pode ser verificado nas roupas ou em outras partes do corpo". "O lapso temporal entre o evento [incidente] e a coleta e a possibilidade de lavagem das mãos também são fatores importantes para um resultado negativo", afirmou o diretor do DGPTC, lembrando que os peritos coletaram o material das mãos de Adriene e de Adriano no hospital. Após os depoimentos na quarta-feira passada, a polícia informou que a estudante Adriene confessou que mentiu e confirmou a versão do atacante Adriano, do Corinthians, sobre o tiro acidental. O atleta tinha declarado que a própria vítima manuseava a arma quando a pistola disparou. A versão do jogador ia de encontro à da estudante até hoje, pois ela havia dito anteriormente que o corintiano era o responsável pelo tiro em sua mão, sábado de manhã, quando estavam no carro dele. "Depois da reconstituição ela admitiu que pegou a arma no chão do carro e que disparou sem querer. Ela chorou e disse que estava arrependida, que ficou perdida no meio da confusão e por isso nos deu aquela versão", disse o delegado Fernando Reis, responsável pelo inquérito. A acareação e a reconstituição duraram quase cinco horas. Por cerca de meia hora o corintiano ficou dentro de sua BMW com Adriene, o tenente da PM reformado Julio Cesar de Oliveira, que dirigia o carro, e de duas das outras três mulheres que o acompanhavam, Andreia Ximenes e Viviane Faria. A perícia realizada pela Polícia Civil do Rio já tinha constatado que o tiro foi disparado do banco traseiro. Adriene foi submetida a uma cirurgia para reconstrução do dedo indicador da mão esquerda, atingido pelo disparo.

Edição EDIÇÃO 16967




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