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BRASIL
Terça-feira, 27 de Junho de 2006, 19h:44

PC do B

Partido decide apoiar Lula para reeleição

O PC do B confirmou que vai se coligar pela quinta vez com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apoio oficial será anunciado hoje, em reunião da Executiva, em Brasília, seguida na quinta-feira pela convenção do partido No encontro, que deve ter a presença de Lula, o partido vai apresentar ao presidente uma carta de 14 páginas, em que fará um balanço crítico do mandato petista e pedirá a "reorientação da política econômica". "Precisamos de um segundo mandato com profundas mudanças", disse o presidente do partido, Renato Rabelo. Insatisfeito com o apoio recebido em alguns Estados, o PC do B ameaçou desligar-se da coligação e dar apenas apoio informal ao PT, mas contentou-se com pequenas brechas no Rio de Janeiro e em Pernambuco, onde terá os candidatos ao Senado. O mesmo deve ocorrer na Bahia e em Goiás. Em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia, o partido indicou os candidatos a vice nas chapas encabeçadas pelo PT. PSB O PSB formalizou ontem a decisão de não se coligar formalmente com o PT para a disputa pela Presidência da República. O vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, comunicou a decisão ao ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) e ao presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). Uma carta será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as explicações para a decisão da legenda e com a declaração de apoio ao governo e à candidatura à reeleição. "Nós reafirmamos apoio ao governo Lula, à candidatura do presidente, dissemos que achamos excelente a indicação do vice-presidente José Alencar para a chapa, mas em função da violência que foi a cláusula de desempenho e a verticalização, ficamos impedidos de formalizar o apoio", afirmou Amaral. A cláusula de desempenho - ou cláusula de barreira - obriga os partidos, para continuarem ativos, a conquistarem 5% dos votos nacionalmente, sendo que 2% deles em nove Estados. A verticalização, por sua vez, determina que as alianças nacionais devem ser respeitadas na formação de alianças regionais. Sem o apoio do PSB, o presidente Lula perderá 1 minuto e 48 segundos de tempo de TV, tempo que a legenda dispunha no horário eleitoral. Esse período será agora distribuído entre as legendas. Para aumentar sua exposição no horário gratuito, Lula precisa agora se coligar com o PC do B. Dessa forma, chegaria a 6 minutos e 34 segundos. Mesmo assim, teria menos que os 9 minutos e 2 segundos que a aliança PFL e PSDB garantiu ao candidato Geraldo Alckmin (PSDB). Roberto Amaral, que foi ministro da Ciência e Tecnologia no governo atual, se comprometeu a enviar à coordenação de campanha de Lula uma "proposta de programa mínimo de governo". Os candidatos do PSB nos Estados, por sua vez, receberão a recomendação de apoiarem a reeleição de Lula em seus programas.

Edição EDIÇÃO 16967




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