BRASIL
Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 20h:05
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ELEIÇÕES 2014
Para Campos, PSB se fortalece com Marina
Segundo ele, a ex-senadora reagiu com visão ao que poderia ser um golpe fatal
Depois de caminhar pelo anexo em construção do Hospital do Câncer, em Santo Amaro, Zona Norte do Recife, o governador Eduardo Campos (PSB) não escondeu o clima de otimismo. Chegou para dar entrevista aos repórteres sorridente, fazendo um V de vitória com as mãos. Segundo ele, a ex-senadora Marina Silva reagiu com visão ao que poderia ter sido um golpe fatal, após não conseguir o registro da Rede no Tribunal Superior Eleitoral. Ela se levantou de uma maneira extraordinária, viu ao longe, viu um movimento que a política tradicional não enxergava e construiu o mais forte ato político dos últimos anos da política brasileira, disse Eduardo, ao longo da coletiva. Indagado como se portaria diante da causas polêmicas, como o aborto e o casamento gay, que são condenadas por Marina Silva em virtude de sua religião, Eduardo Campos respondeu como se Marina ainda estivesse na Rede e não no PSB, ao qual se filiou no sábado passado. Para ele, a junção do novo e do tradicional só tem a acrescentar ao país. Nós tivemos uma aliança programática e reconhecemos as diferenças que temos, tanto que somos dois partidos, um que tem 60 anos e outro que te um ano e foi recém-criado com novos valores. Mas vamos aprender um com o outro. Para o PSB, será muito importante essa convivência com a rede, para que a gente aprenda com sua militância, para que a gente renove o nosso partido, declarou. No fundamental, nós [eu e Marina] estamos de acordo que o Brasil merece ter uma opção que resgate a esperança, a leveza na política, os valores, a ética e o compromisso com o povo e a sustentabilidade", afirmou Campos. O governador, que se aliou a Marina num surpreendente acordo político após o Tribunal Superior Eleitoral vetar a criação da Rede Sustentabilidade, reconheceu a existência de divergências entre as duas legendas. "Nós fizemos uma aliança programática, e nós reconhecemos as diferenças que temos. Tanto é que somos dois partidos. Um com 60 anos e um com um ano, recém-criado. Vamos aprender um com o outro. Para o PSB, é muito importante essa convivência com a Rede", afirmou.