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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 29 de Dezembro de 2007, 11h:34

CONTRA

Oposição reage com críticas à fala de presidente na TV

A oposição criticou ontem o teor do pronunciamento presidencial. O inventário otimista das ações do governo e a menção a processo ‘truncado’ de avanço na saúde por causa do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) serviram de munição aos adversários. Embora a estocada na oposição tenha sido leve, tanto tucanos como integrantes do DEM reagiram em decibéis elevados. ‘Lula deveria fazer uma discussão séria e honesta sobre o gasto público, o Orçamento e os investimentos, mas isso nunca ocorreu nos cinco anos do governo dele’, protestou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). ‘Basta ver a tramitação do Orçamento no Congresso, que é um escândalo.’ Para ele, Lula ‘passou a impressão de que não sabe perder’. Um dos articuladores da derrota do Planalto, o senador José Agripino Maia (RN), líder do DEM, foi na mesma linha. ‘Lula insistiu em que a CPMF era responsável pelos investimentos na saúde. Então, como é que nos cinco anos do governo Lula a saúde chegou a esse estado lamentável’ Tanto o DEM como o PSDB destacaram que o presidente ‘faltou com a verdade? ao dizer que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinaria mais R$ 24 bilhões para a saúde até 2011. RACHA NA EQUIPE A preparação do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, exibido na noite de quinta-feira em rede nacional de rádio e TV, expôs as divergências no governo. Um dia antes da mensagem de fim de ano ir ao ar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugeriu a Lula, em reunião no Palácio do Planalto, que responsabilizasse a oposição pelo fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O tom do pronunciamento em relação às poucas linhas sobre o imposto do cheque dividiu a coordenação política. Na seara política, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, ponderou que não seria bom comprar uma briga com a oposição nesse momento. Alegou que o governo precisará do PSDB e do DEM para aprovar projetos importantes no primeiro semestre de 2008. Na lista estão a provável contribuição para financiar a saúde e a reforma tributária. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, concordou com o colega. Árbitro da discussão, Lula adotou o meio-termo. Desde que o governo sofreu sua maior derrota no Senado, com o fim do imposto do cheque, há divergências entre a Fazenda e o Planejamento sobre as medidas que devem ser adotadas para cobrir o rombo. Auxiliares de Lula e parlamentares do próprio PT responsabilizam Mantega e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pelo revés. Lembram que, quando a derrota do governo já era anunciada, Lula pediu ajuda ao deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), que entrou nas negociações na última hora, mas não conseguiu reverter o quadro. A equipe de Mantega, por sua vez, avalia que Bernardo causou mal-estar desnecessário ao afirmar publicamente que as emendas parlamentares de bancada devem ser o principal alvo do ajuste a ser feito para compensar a extinção da CPMF.

Edição EDIÇÃO 16967




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