NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

BRASIL
Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011, 19h:55

SENADO

Novo mínimo será votado hoje em plenário

Após várias reuniões, a oposição decidiu que vai insistir na aprovação do reajuste do mínimo para R$ 600, apesar de contar com apenas 19 dos 81 votos da Casa

MARIANA JUNGMANN
Da Agência Brasil - Brasília Com Redação
O projeto de lei que trata da política permanente de reajuste do salário mínimo não precisará mais passar pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Um requerimento de urgência aprovado pelos senadores ontem permitirá que o texto siga direto para ser apreciado no plenário hoje. O texto aprovado na Câmara dos Deputados não traz mudanças no que foi proposto pelo governo. O mínimo para este ano será fixado em R$ 545 e uma política permanente de reajuste será fixada em lei. Segundo essa política, que já vem sendo praticada desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o valor do salário mínimo leva em conta o crescimento da inflação no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O projeto de lei também estipula que, seguindo essa fórmula para o cálculo, a presidenta Dilma Rousseff poderá reajustar o salário por decreto até 2015, sem precisar enviar novos projetos de lei ou medidas provisórias ao Congresso. LIBERADO As centrais sindicais liberaram o senador Paulo Paim (PT-RS) para apoiar a proposta do governo federal de reajuste do salário mínimo para R$ 545 a partir de março. Apesar dos sindicalistas defenderem o reajuste para R$ 560, eles afirmam que Paim deve seguir sua "consciência" ao escolher o valor que vai apoiar. "Vamos deixar os senadores votarem de acordo com as consciências deles. Não vamos botar faca no peito de ninguém. O senador Paim é uma pessoa que respeitamos muito, sempre esteve ao lado dos trabalhadores", disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP). DECRETO As centrais apoiam o mecanismo do governo de permitir o reajuste automático do salário mínimo por meio de decreto presidencial até 2015. A oposição vai tentar derrubar o mecanismo do decreto durante a votação no plenário, mas não tem apoio da maioria da Casa. "Aceitar o decreto é apequenar o processo legislativo. Não se trata de uma prerrogativa pessoal, é uma prerrogativa da instituição", disse o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR). A oposição também vai insistir na aprovação do reajuste do mínimo para R$ 600, apesar de contar com apenas 19 dos 81 votos da Casa. "Nós temos argumentos técnicos que sustentam a tese de R$ 600. Vamos manter a nossa posição. Sabemos que não podemos gerar falsa expectativa, o governo tem maioria esmagadora. Certamente nós seremos derrotados, mas manteremos a nossa posição", afirmou Dias.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL