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BRASIL
Terça-feira, 02 de Setembro de 2008, 20h:27

PLANO DE DEFESA

Ministro propõe submarino nuclear

LUCIANA NUNES LEAL
Da Agência Estado – Rio
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, defendeu ontem a modernização e o reaparelhamento da Marinha, até com o uso do submarino nuclear, para atuar no "controle amplo e eficaz do mar, inclusive nas áreas de plataformas petrolíferas". Ele lembrou a necessidade cada vez maior da vigilância marítima por causa do início da exploração do petróleo na camada pré-sal no campo de Jubarte, no Espírito Santo. Não quis, no entanto, reivindicar recursos do pré-sal para as Forças Armadas. "O pré-sal não está entre as minhas atribuições e por isso prefiro não comentar", afirmou. O comando da Marinha reivindica R$ 100 milhões para iniciar a construção de novos navios-patrulha e considera os recursos atuais insuficientes para a vigilância das plataformas. Outra reivindicação é a liberação de R$ 3,2 bilhões de royalties do petróleo devidos à Marinha. Mas o ministro não quis entrar na polêmica. Apenas reforçou a necessidade de desenvolvimento financeiro e tecnológico das Forças Armadas. Mangabeira também pediu a regulamentação das operações das Forças Armadas no combate à violência. Na nova lei, afirmou, deve ficar claro que o papel das Forças Armadas é a defesa e não o policiamento. "Força Armada não é Polícia. Existe para defender o Brasil", disse Mangabeira. O ministro esteve no Rio para discutir com oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica a Estratégia Nacional de Defesa, plano elaborado com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre outros pontos, o ministro defendeu incentivos tributários para empresas privadas e uma reestruturação das empresas públicas que atuam no setor. Também apresentou uma proposta de serviço social obrigatório para homens e mulheres jovens, nos moldes do serviço militar. "Imprecisão jurídica" - Sobre o papel do Exército em ações de combate à violência, Mangabeira comentou que "enquanto houver imprecisão jurídica haverá potencial para confusão política". Há duas semanas, o pedido feito pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o Exército atue nas eleições do Rio de Janeiro provocou atrito entre o governo e o Comando Militar do Leste (CML). Cabral disse que o comandante, general Luiz Cesário da Silveira, "não é muito proativo".

Edição EDIÇÃO 16967




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