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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

BRASIL
Terça-feira, 25 de Março de 2008, 19h:49

CPI DOS CARTÕES

Ministro da Justiça nega dossiê contra FHC

O relator da CPI Mista dos cartões disse que se depender dele os requerimentos sobre abertura de dados sigilosos ficarão suspensos

RICARDO RODRIGUES e CIDA FONTES
Da Agência Estado – Maceió
O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou ontem, em Maceió, que o Palácio do Planalto tenha mandado fazer um dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para usar as informações como ameaça aos parlamentares de oposição que insistem em investigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Esse dossiê não existe, trata-se apenas de uma denúncia jornalística sem o menor fundamento", afirmou o ministro. ALIANÇA Genro negou qualquer possibilidade de aliança entre o PT e o PSDB para a sucessão presidencial. "Não acredito nesse tipo de aliança, acredito em parceria como essa que estamos firmando aqui em Alagoas, com o governador tucano Teotônio Vilela Filho", disse o ministro, logo após participar da posse do novo secretário de Defesa Social de Alagoas, o delegado aposentado da Polícia Federal Paulo Rubim. Para o ministro, a posse de Rubim não significa uma "intervenção branca" do governo federal na segurança pública em Alagoas. "A escolha do delegado foi feita em acordo com o governo do Estado. Portanto, não é intervenção, é uma parceria no combate à violência e ao crime organizado no Estado", enfatizou o ministro, que anunciou a liberação de R$ 18 milhões para melhorar a estrutura das polícias no Estado. Além da posse do secretário, o ministro participou também do lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que tem como meta melhorar as condições de vida dos policiais civis, militares e federais. Segundo a assessoria do ministro, o Pronasci vai usar recursos da Caixa Econômica Federal para financiar a construção de 30 mil casas e 27 mil cursos de especialização para cerca de 57 mil policiais. RELATOR O relator da CPI Mista dos cartões, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), disse, ontem, que se depender dele os requerimentos sobre abertura de dados sigilosos ficarão suspensos, aguardando debates mais aprofundados sobre o tema. Um desses debates, segundo ele, é definir se a Presidência da República, a Polícia Federal e a ABIN formam um tripé em que se baseia a segurança nacional. "Vamos fazer esse debate", prometeu, assinalando que antes da CPI deliberar sobre os requerimentos de quebra de sigilo é preciso ouvir depoimentos como o do ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Felix, previsto na pauta da CPI. O líder do PSDB quer votar hoje a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para falar sobre o dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, divulgado pela revista Veja.

Edição EDIÇÃO 16962




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