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BRASIL
Quinta-feira, 06 de Outubro de 2011, 18h:58

REFORMA POLÍTICA

Michel Temer defende consulta popular

O presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), defendeu ontem, durante Conferência Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, em Aracaju (SE), que seja realizada uma consulta popular sobre a reforma política em 2014, estabelecendo os parâmetros das eleições para 2018. Para Temer, é muito difícil que Câmara dos Deputados e Senado cheguem a um consenso sobre o tema nas discussões que estão sendo realizadas ao longo deste ano. "Não é um tema partidário, mas individual, por isso a dificuldade", disse o presidente em exercício, durante palestra para advogados e estudantes, sobre a Reforma Política e o Estado Social de Direito, no Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. Defensor do modelo denominado de "distritão" para escolha de políticos (vereadores e deputados estaduais e federais), no qual seriam eleitos os mais votados, Temer afirmou que esta forma de escolha é a mais "democrática". "Examinando a Constituição percebemos que ela estabelece o tempo inteiro que o poder é do povo, dando sempre destaque ao princípio da escolha pelo que determina a maioria. É assim com presidente, governador, prefeito. É no Poder Judiciário, quando uma decisão é tomada pelos votos da maioria. Ou seja, só na escolha dos deputados e vereadores é que é diferente, com o atual modelo, que é proporcional", ressaltou. Para o presidente em exercício, "a única coisa lógica, que o povo vai entender, se fizer a reforma política, é que os mais votados sejam os eleitos". Dessa forma, Temer disse ser contrário ao modelo defendido pelo PT, de voto proporcional em lista fechada, modelo que elege os candidatos que tiverem sido definidos em uma lista escolhida pelo próprio partido. "É incompatível. Não passará no Congresso. Este modelo pode estimular o caciquismo nos partidos, o que preocupa os parlamentares, pois o presidente do partido incluirá na lista quem ele bem quiser", afirmou. Pela proposta de Temer, durante as eleições de 2014, o eleitorado seria informado sobre os modelos existentes para escolha dos parlamentares e decidiria através de um plebiscito qual deveria ser implantado no país. Feito isto, o novo modelo entraria em vigor nas eleições de 2018. PSD Obtido o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o PSD busca agora ter uma cara própria. O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, anunciou em vídeo colocado no site do partido que a nova sigla realizará debates em todo o país para elaborar o programa partidário. "Não queremos impor programa nenhum. Queremos discutir com os nossos filiados", diz Afif no vídeo. Cotado como candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo, o vice-governador foi nomeado presidente da fundação responsável pela formação política, batizada de Espaço Democrático. O PSD divulga os debates como uma espécie de "road-show" (espetáculo itinerante) nos 26 Estados e no Distrito Federal, em ação que visa atrair os eleitores jovens. O partido também tem investido em interação pelas redes sociais e no discurso da participação como forma de atingir este público. Segundo a legenda, todos os seminários para discutir o programa serão gravados e colocados na internet.

Edição EDIÇÃO 16963




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