BRASIL
Quinta-feira, 22 de Julho de 2010, 20h:58
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Menor não viu mão de Eliza ser jogada a cães
O advogado Eliéser Jonatas de Almeida, que defende o primo adolescente do goleiro Bruno Souza, negou ontem que seu cliente tenha dito em depoimento à polícia que viu a mão da estudante Eliza Samudio ser jogada para os cães do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Segundo Almeida, o menor teve "palavras colocadas em sua boca". "Essa história de mão jogada para cachorros não existe. Ele não vai repetir palavras que não foram ditas e que foram colocadas na boca dele", disse Almeida, na entrada do Juizado da Infância e Juventude de Contagem (MG). BOLA Segundo o advogado, o adolescente não conhece Bola, nem levou os policiais à casa do ex-policial em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde a polícia acredita que Eliza tenha sido morta. Questionado sobre quem seria o responsável por distorcer os depoimentos do menor, Almeida deu a entender que a informação teria partido dos policiais responsáveis pelo caso. "Vocês deduzem, quem foi que colheu o depoimento dele?", perguntou. Almeida afirmou ainda que não pedirá a anulação dos depoimentos, já que eles não serão anexados no processo judicial. Segundo ele, os depoimentos foram colhidos de forma ilegal, porque não havia um representante legal do menor presente. Um forte esquema de segurança foi montado em frente ao juizado para a audiência. Cerca de 200 pessoas, entre membros da imprensa, equipes de segurança e curiosos, se aglomeravam no local. O adolescente chegou em um carro da Secretaria de Defesa Social, escoltado por três viaturas da Polícia Militar. Ele entrou no prédio encapuzado, protegido por um policial. Zanone comentou também as afirmações de Almeida, de que o menor e Bola não se conhecerem. "Tudo que aparecer na região vai ser imputado nas costas do meu cliente. Vão tentar desovar nas costas dele. Ontem já começou com a história do homicídio do Bruninho". Na quarta-feira, a Polícia Civil divulgou que Bola é investigado também pelo homicídio de Bruno Marinho Marques dos Reis, que teria sido morto a tiros em 2009.