Em breve nota divulgada ontem, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, comentou que a indicação do diretor de normas da instituição, Alexandre Tombini, para substituí-lo no cargo "é uma excelente escolha" e que o seu sucessor é "um profissional completamente preparado para a função". Na nota, Meirelles lembra que os dois trabalharam juntos por cinco anos e que, por isso, tem "plena confiança nele". Antes, em rápida entrevista depois de audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do BC disse acreditar que a instituição vai manter no governo de Dilma Rousseff a autonomia conquistada na atual gestão. "Acredito nisso porque o Banco Central tem uma ação de sucesso reconhecida mundialmente nos últimos anos e baseada na autonomia", afirmou. Apesar de sinalizar crença de que a característica autônoma deve continuar no órgão, Meirelles ressaltou que essa decisão "compete à presidente da República e ao presidente do BC". Ele fez questão destacar que, independentemente de sua saída do governo, está "feliz e gratificado". "Um profissional deve iniciar e concluir sua missão na hora certa", afirmou. Segundo Meirelles, pela regra de boa prática de governança internacional de Bancos Centrais, é aconselhável que um presidente fique apenas dois mandatos.