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BRASIL
Terça-feira, 31 de Agosto de 2010, 19h:38

RESIDENTES

MEC diz que não negocia enquanto greve persistir

ALEXANDRE GONÇALVES, LUCIANA ALVAREZ e LIÈGE ALBUQUERQUE
Da Agência Estado - São Paulo
A negociação entre médicos residentes e o Ministério da Educação (MEC) chegou a um impasse: o governo não aceita negociar enquanto residentes estiverem em greve e os residentes afirmam que permanecerão parados enquanto a pasta não levar em conta suas reivindicações. Segundo o ministério, a negociação foi interrompida pela greve, no dia 17. O governo federal propunha 20% de reajuste imediato para a bolsa-auxílio de R$ 1.916,45. Mas se comprometia a rever o valor após as eleições. AUMENTO Os residentes querem 38,7% de aumento. Há uma semana ofereceram a contraproposta de 28,7% agora e 10% no próximo ano. Segundo a Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), as reivindicações começaram há cerca de quatro meses e a greve foi o "último recurso ante a indiferença do governo". O presidente da ANMR, Nivio Moreira Junior, aponta que a bolsa-auxílio está congelada desde 2007. Ontem, uma passeata de residentes - com cerca de 500 manifestantes para os organizadores ou metade disso para a Polícia Militar - foi até a Assembleia Legislativa do Estado. O evento terminou com uma sessão na Comissão de Saúde da assembleia. ORÇAMENTO Paulo Seixas, da Coordenadoria de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Saúde, afirmou que o governo estadual pretende incluir no orçamento do próximo ano um reajuste de 20% na bolsa dos residentes. A secretaria é o segundo maior financiador da residência médica no País, com 4.880 bolsas. Perde apenas para o MEC, com 6 mil bolsas. Para Adnan Neser, presidente da Comissão Estadual de Residência Médica, os financiadores públicos e privados não aceitariam um aumento muito superior ao ofertado pelo MEC. PREJUÍZOS O Ministério da Saúde informou ontem que não havia registros de prejuízos nos serviços, fora possíveis casos pontuais de atrasos e adiamento. (Colaborou Ricardo Rodrigues e Tiago Décimo).

Edição EDIÇÃO 16962




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