BRASIL
Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 21h:30
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PRÉ-CANDIDATA
Marina defende plebiscito para tratar aborto e drogas
LUCIANA NUNES LEAL
Da Agência Estado Rio
Questionada sobre legalização do aborto, descriminalização das drogas e união estável de homossexuais durante entrevista à rádio CBN, no Rio, a pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, preferiu não expor posições fechadas. Marina defendeu plebiscitos para discutir aborto e drogas. "No lugar de um grupo contra e outro a favor, temos que promover o grande debate", afirmou a senadora. Em relação à união homossexual, Marina, fiel da Assembleia de Deus, disse que tem uma posição pessoal "à luz da fé", mas que não influenciaria em nada a ação de governo. As igrejas em geral são contrárias à oficialização da união de pessoas do mesmo sexo "Minha posição pessoal não se coloca relevante para o Estado, para políticas públicas. Minha posição pessoal é à luz da minha fé, não tenho como pensar diferente. Em relação a discriminar qualquer pessoa, o Estado não vai fazer isso de forma alguma", afirmou a senadora. Na entrevista, Marina apontou avanços tanto nos governo do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quanto do PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, partido onde a senadora militou por mais de 30 anos. Ela pregou, no entanto, uma nova forma de aliança em que os governantes não fiquem "reféns" dos aliados. "Por não conversarem, PT e PSDB, cada um ficou refém das maiorias. O presidente Fernando Henrique ficou refém do DEM (antigo PFL) e o Lula, refém do PMDB. O momento é de ter maturidade política", disse a senadora.