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BRASIL
Terça-feira, 13 de Setembro de 2011, 19h:15

REFORMA POLÍTICA

Marco Maia quer votação em novembro

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o projeto de reforma política será votado na Casa até a segunda quinzena de novembro. O novo cronograma leva em conta que o relatório da comissão especial montada para discutir o assunto será votado até o dia 28 deste mês. "Haverá 45 dias de prazo para votar no plenário da Câmara. Por isso vamos costurar os acordos com os líderes para que na segunda quinzena de novembro a gente possa votar no plenário da Câmara a reforma política", disse o presidente da Câmara. A reforma política vai contemplar um total de quatro PECs (Projetos de Emendas Constitucionais) e um novo projeto de lei que trata especificamente do sistema eleitoral, da forma como os eleitores vão votar. Maia ressalta que as novas regras, mesmo se aprovadas neste ano, não valeriam para as eleições do ano que vem e sim a partir de 2014. A proposta do relator Henrique Fontana (PT-RS) prevê o financiamento público exclusivo de campanha. Os eleitores também votariam para o partido, que organizaria uma lista com os nomes dos candidatos, e depois no próprio político de sua escolha. "São décadas de história no qual os eleitores votam diretamente em um candidato e é preciso respeitar esse direito. Eu agrego que ele também tenha o direito de escolher um projeto, um programa político de um partido através de uma lista de político pré-ordenados, que tem de ser definida por votação secreta de todos os filiados", disse Fontana. LULA O ex-presidente Lula assumiu o comando das negociações para tentar aprovar na Câmara o projeto de reforma política do PT, que cria um caixa único para financiar campanhas e separa os votos no partido e no candidato em eleições proporcionais. Em encontro com deputados petistas, ele se comprometeu ontem a convencer partidos aliados a encampar a proposta de Henrique Fontana (PT-RS), que pode ser votada já na próxima terça-feira em comissão especial. Lula convocou os presidentes de PSB, PDT e PC do B para uma reunião na sexta-feira, em São Paulo. Ele também deve conversar com as cúpulas do PMDB e de outras siglas da bancada governista. Para facilitar a aprovação do texto, o ex-presidente articulou um recuo em duas bandeiras históricas do PT: o financiamento público exclusivo, que barraria doações privadas; e o voto em lista, no qual o eleitor deixa de escolher seus representantes. "Isso não teria maioria, porque o brasileiro está acostumado a votar no seu deputado. Queremos dar o passo possível", disse Fontana. O relatório do petista mantém as doações de empresas e pessoas físicas, mas direciona o dinheiro a um fundo único, que também receberia verba da União. Os doadores perderiam o direito de contribuir apenas para o partido ou o político de sua preferência.

Edição EDIÇÃO 16967




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