BRASIL
Segunda-feira, 24 de Maio de 2010, 20h:33
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APOSENTADORIA
Lula vetará fim do fator previdenciário
Os ministros Mantega e Bernardo (Fazenda e Planejamento) recomendaram ontem, ao presidente Lula, veto ao reajuste de 7.7%. O governo já estuda uma alternativa
RAFAEL MORAES MOURA
Da Agência Estado Brasília
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o do Planejamento, Paulo Bernardo, defenderam o veto ao reajuste de 7,7% para aposentadorias com valor acima de um salário mínimo, em reunião, ontem, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os ministros, ainda não houve uma decisão do presidente Lula sobre o assunto. De acordo com o ministro Bernardo, a extinção do fator previdenciário será vetada pelo presidente Lula. APOSENTADORIA "O presidente vai pensar, ainda está analisando, porém a nossa posição foi de que se mantivesse o veto, por questões de manter a solidez orçamentária do governo, pensando nos gastos públicos", defendeu Mantega. Segundo Bernardo, o governo estuda uma alternativa para o veto ao reajuste de 7,7%. "Ficou muito difícil, porque se ele vetar, não poderá fazer outro reajuste, vamos ter de ver qual é a alternativa para resolver esse problema." "Temos de dar um reajuste, porém não pode ser tudo isso que o Congresso está propondo", afirmou Mantega. O ministro da Fazenda ressaltou a importância de deixar as finanças públicas de forma sólida para os próximos governos. FATOR Além do veto ao reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima de um salário mínimo, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo defenderam ontem, na reunião de coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o veto ao fim do fator previdenciário, aprovado no Congresso Nacional. De acordo com Bernardo, a extinção do fator previdenciário será vetada pelo presidente Lula. Mas o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou, em seguida, que o presidente ouviu a exposição dos ministros da área econômica, sem decidir sobre os dois temas. "Qualquer decisão que o presidente venha a tomar vai ser uma decisão que cumpre a responsabilidade fiscal", disse Padilha. "O presidente não vai permitir que qualquer clima eleitoral ou qualquer proposta de qualquer setor da sociedade venha a comprometer a estabilidade fiscal do País.", acrescentou.