Mesmo com a arrecadação abaixo do esperado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a equipe econômica a pagar os reajustes salariais de parte do funcionalismo público que estavam programados para julho. Com a medida, o crescimento das despesas com folha salarial será da ordem de R$ 6 bilhões, segundo informações do Ministério do Planejamento. O governo cogitou adiar esses aumentos, diante da situação complicada das contas públicas. A arrecadação tributária de maio, no valor de R$ 49,8 bilhões, ficou 6,06% abaixo do registrado em maio de 2008. No entanto, em reunião ontem da Junta Orçamentária, Lula mandou cumprir os acordos. "É uma decisão de governo", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que participou do encontro. Também estavam presentes os titulares da Fazenda, Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff. O risco de adiamento dos reajustes colocou em alerta categorias importantes do funcionalismo, como os auditores (inclusive da Receita Federal), militares, funcionários do Banco Central, integrantes da Advocacia-Geral da União e diplomatas.