O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o fato de o Congresso não ter aprovado até agora a reforma tributária. Segundo ele, o corporativismo de diversos setores impediu a aprovação. "Dizem que as forças ocultas pedem para elas (as reformas) não serem votadas. A reforma tributária não avançou porque cada um de nós tem um modelo próprio. As coisas não andam", disse o presidente, no discurso durante a reunião no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Itamaraty. Lula disse que o seu governo promoveu o "maior processo de desoneração da história da República". Ele aproveitou para reclamar de críticas que recebeu da imprensa, empresários, economistas e sindicalistas em dois momentos do seu governo. "Não esqueço nunca que em 2003 eu utilizei a palavra 'espetáculo do crescimento' para falar do desenvolvimento do País e fui achincalhado pela imprensa, pelos jornalistas econômicos, pelos empresários e pelos sindicatos. Todo mundo dizia que eu estava louco", afirmou. Segundo o presidente, o País cresceu como deveria ter crescido e nenhum analista lhe pediu desculpas. O presidente Lula também reclamou quando pediu otimismo, no final do ano passado, diante da crise financeira global. Ele disse que foi um momento muito difícil ter de ir para a televisão fazer apologia ao consumo, para que não houvesse desemprego. Avaliou que a redução do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano ocorreu por causa do pânico e do medo exagerado propagandeado no noticiário internacional.