Lula diz a empresários que tempo de terrorismo eleitoral acabou
ANA CONCEIÇÃO E LUCINDA PINTO
Da Agência Estado São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, durante almoço promovido pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que as eleições não podem mais gerar terrorismo no Brasil. Para o presidente, não existe a possibilidade de quem quer que seja o próximo presidente "estragar o que já foi feito". "Isso vai ficar claro para a sociedade brasileira. Não haverá mais terrorismo eleitoral neste País. Eu sei porque fui vítima disso", afirmou. O presidente aproveitou a oportunidade para fazer uma comparação da situação do País quando tomou posse no primeiro mandato em 2003 com o quadro atual. Lula defendeu que a concessão de crédito foi o motor da economia do País nos anos de seu governo. Ele relembrou que em 2003 havia R$ 371 bilhões disponíveis para crédito no País e hoje existem R$ 1,41 trilhão. "Precisou um torneiro mecânico que se dizia socialista para entender que um regime capitalista precisa de capital. Nós éramos como a velha União Soviética, a economia estava atrofiada." No almoço da Anfavea, o presidente Lula parabenizou os fabricantes de veículos pelo bom desempenho nas vendas em 2009, que teve um crescimento de 11,35% em relação a 2008, e disse que isso foi possível porque governo e indústria partilharam do mesmo pensamento. Ele voltou a dizer que medidas como a redução do IPI e o alongamento do prazo de pagamento, além de juros menores, foram fatores que fizeram as vendas crescerem mesmo durante o pior período da crise. "Nós fizemos o óbvio." Lula, que estava ao lado da ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, além de outros ministros, disse aos empresários que o Brasil não pode voltar ao passado. "Não podemos permitir a volta ao passado. Daqui para a frente é garantir os investimentos", afirmou.