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BRASIL
Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012, 19h:27

CASO ELOÁ

Lindemberg afirma que foi traído

Em seu interrogatório ontem, Lindemberg Alves Fernandes afirmou que já tinha reatado o namoro com Eloá Pimentel quando invadiu o apartamento da garota e a manteve em cárcere privado por mais de cem horas, em 2008. Segundo ele, o crime não foi premeditado e que a jovem estava o traindo. Lindermberg disse que os dois tinham reatado o namorado havia cerca de cinco dias, mas a relação estava sendo mantida em segredo porque Eloá havia mentido para o pai e dito que Lindemberg havia batido nela. Ela então aguardava o momento para contar que havia mentido, para depois contar sobre a retomada do namoro. Na primeira hora de interrogatório, Lindemberg afirmou que não havia premeditado o crime. Disse que foi até o apartamento da namorada e ficou surpreso em encontra-la com a amiga Nayara Rodrigues e mais dois garotos. Aparentando calma, o réu disse que questionou Vitor Lopes, e que o garoto teria confirmado ter "dado uns beijos" em Eloá. O réu afirmou ainda que estava andando armado havia cerca de 20 dias porque estava recebendo ameaças telefônicas, e usou a arma apenas para assustar Eloá, que estava "dando barraco" após ser questionada sobre o relacionamento que mantinha com o amigo. Segundo Lindemberg, ele pediu para que os amigos da namorada saíssem do apartamento, mas eles se recusaram a deixar Eloá. Com isso, todos ficaram no imóvel durante a tarde - Lindemberg e Eloá conversando na cozinha e os três jovens no quarto. Apenas mais tarde, um parente de um dos meninos foi ao apartamento procura-lo, mas foi impedido de entrar. Com isso, ele teria chamado a polícia. "Naquele momento fiquei furioso. Estava perdido. Não sabia o que fazer", afirmou Lindemberg. TESTEMUNHA O tenente da PM Paulo Sérgio Squiavo, a última testemunha a depor ontem, afirmou que Lindemberg Alves Fernandes, 25, disse "matei, matei, mas estou vivo" logo após a polícia invadir o apartamento em que ele manteve a ex-namorada Eloá Pimentel, 15, em cárcere por mais de cem horas em 2008. Lindemberg está sendo julgado em Santo André (Grande SP) pela morte da menina. Segundo o tenente, que liderou a equipe que invadiu o apartamento, o rapaz largou a arma logo após os disparos, mas resistiu à prisão. Ele afirmou ainda que a invasão aconteceu apenas após ter ouvido um disparo de arma de fogo no imóvel.

Edição EDIÇÃO 16967




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