Acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de liderar em 1999 a invasão da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária de Marabá (Incra) por dez mil trabalhadores sem-terra e assentados, o líder e advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no sul do Pará, José Batista Gonçalves Afonso, foi condenado a 2 anos e cinco meses de prisão, mesma punição aplicada a Raimundo Nonato Santos da Silva, ex-coordenador regional da Fetagri na região. A sentença é do juiz federal de Marabá, Carlos Henrique Haddad. Em nota, 16 entidades, entre elas a própria CPT nacional e o MST afirmam que a decisão do juiz foi uma condenação de caráter político que criminaliza os movimentos sociais empenhados na luta pela reforma agrária.