BRASIL
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007, 19h:48
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RENANGATE
Licença ou renúncia, as saídas
SILVIA AMORIM
Da Agência Estado Brasília
No que depender do regimento interno do Senado e caso mude de idéia sobre a permanência no cargo, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), poderá escolher entre diversos tipos de afastamento para se defender das denúncias de que teve contas pessoais pagas por um lobista da empreiteira Mendes Júnior. Há opções para todos os gostos, desde as brandas às mais extremas. Fazem parte do primeiro grupo as licenças temporárias, em que o parlamentar pode ficar afastado de suas funções por até 120 dias No caso de Renan, ele poderá pedir a licença da presidência ou do cargo de senador. OUTRO LADO No outro grupo, estão as renúncias, seja ao comando da Mesa Diretora ou ao próprio mandato. Nesse caso, a medida é tomada geralmente quando há risco de cassação dos direitos políticos pelo Legislativo. Por enquanto, não é esse o cenário envolvendo o alagoano. Renan conhece bem todo esse leque de opções. Nem tanto por ocupar a presidência do Senado, mas porque acompanhou de perto o episódio da renúncia de Jader Barbalho (PMDB-PA), então presidente do Senado, em 2001. Na época, o senador era líder do PMDB na Casa e esteve à frente das articulações de todo o processo, ao lado do então líder do PSDB, Sérgio Machado (CE). Foram quase oito meses de crise entre o início das denúncias e a renúncia. Jader era acusado de desvio de verbas públicas do Banco do Estado do Pará (Banpará), durante o período em que governou o Estado. Acompanhado de Renan, Jader usou todos os instrumentos previstos no regimento para se manter no cargo. Primeiro, recorreu à licença da presidência por 60 dias. Nesse período, assumiu o 1º vice-presidente, Edison Lobão (DEM-MA). Hoje, se Renan se afastasse, subiria ao comando do Congresso o senador Tião Viana (PT-AC). Os dois meses distante da Mesa Diretora, porém, não foram suficientes para acalmar os ânimos e, ao final da licença, a situação de Jader estava ainda mais complicada. O paraense decidiu, então, renunciar à presidência, garantindo assim o mandato de parlamentar. Se a crise se complicar, essa seria a outra opção para Renan.