BRASIL
Terça-feira, 19 de Março de 2013, 20h:55
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ROYALTIES
Julgamento irá a plenário em abril
A ministra do STF, Cármen Lúcia, confirmou que só levará os processos para análise após os feriados da Semana Santa
Relatora das quatro ações de inconstitucionalidade contra a nova Lei dos Royalties do Petróleo, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou ontem que só levará os processos para análise do plenário em abril, depois do feriado da Semana Santa. Segundo a ministra, não será possível colocar os processos na pauta desta semana porque a decisão de segunda-feira ainda não foi publicada. Além disso, ela julgou apenas uma das quatro ações e precisa analisar os outros pedidos. Assim como o Rio de Janeiro, também há questionamentos do Espírito Santo, de São Paulo e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. São quatro ações, tenho que levar todas juntas. Só uma tem 150 laudas só de petição inicial, disse a ministra ao chegar ao STF ontem. Estou trabalhando nelas, vou trabalhar na semana que vem e liberar logo. Pretendo terminar a Páscoa com isso pronto e liberado para os ministros, é muito material, completou. Repetindo os argumentos da decisão, ela disse que precisou resolver o caso com urgência, contrariando o andamento normal desse tipo de processo, porque havia risco imediato aos orçamentos dos estados e municípios produtores. Os royalties são distribuídos mensalmente. Então, na virada do mês, eles têm que saber qual é a regra que vale. Essa é a razão, justificou. Cármen Lúcia disse que o ideal seria levar o caso diretamente para o plenário do STF, mas que não haveria tempo para isso dado o quadro de insegurança jurídica. Nesses sete anos [no STF], em uma única ocasião me ocorreu isso, disse a ministra, sobre a opção pela decisão individual. Ao comentar o assunto ontem, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que o Ministério Público ainda não analisou os pedidos nem a decisão da ministra, que considera extremamente cuidadosa. Gurgel disse que só deve conhecer os processos quando a ministra abrir vista ao Ministério Público. Esse é um tema extremamente complexo que envolve toda a questão da federação solidária e que demanda exame muito aprofundado, que ainda não foi feito.