BRASIL
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009, 21h:05
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GRIPE SUÍNA
Inverno aumenta número de casos no Brasil
São Paulo apresenta o maior número de confirmações: 110 pacientes. É seguido por Santa Catarina (32) e Rio (30). Até agora 14 Estados têm registros da doença
LÍGIA FORMENTI e JAMIL CHADE
Da Agência Estado Brasília
O Brasil já registra 240 casos confirmados de gripe suína no País, um número 120% maior do que o apresentado na quinta-feira passada, quando 109 registros haviam sido contabilizados. O aumento no ritmo do crescimento da doença, notado desde o início da semana passada, não espanta o Ministério da Saúde. Para especialistas, o crescimento é resultado da pressão sofrida pelos casos importados do Hemisfério Sul e pela manutenção dos casos vindos do Hemisfério Norte. Nos últimos dias, além dos Estados Unidos, a Argentina passou a figurar como o local onde ocorre o maior número de contaminações de pacientes brasileiros. E a expectativa é de que, com a redução da temperatura, o número de casos importados da doença aumente. Os maiores aumentos foram nos últimos três dias: 49 novos registros no sábado , 35 no domingo e outros 25 ontem. O Estado de São Paulo apresenta o maior número de confirmações: 110 pacientes. É seguido por Santa Catarina (32) e Rio (30). Até agora 14 Estados e o Distrito Federal têm registros da doença. Apesar do maior ritmo de confirmação de gripe suína, o ministério garante não haver ainda um quadro de transmissão sustentada da doença. Até hoje, foram confirmados 16 casos autóctones (transmissão dentro do País, todas com vínculo direto a outros pacientes) e outros 14 estão sob investigação. Para o ministério, tal número está longe ainda de caracterizar a transmissão fora de controle, como ocorre com Estados Unidos, México, Canadá e Austrália. NO MUNDO Mais de 7,8 mil novos casos de gripe suína foram registrados no último fim de semana no mundo. O alerta é a da Organização Mundial da Saúde (OMS. No total, 51 novas mortes foram registradas pela OMS no período, elevando para 231 o número de vítimas fatais da doença. Desde abril, 52,1 mil pessoas em todo o mundo já foram identificados com o vírus desde abril. O fim de semana foi um dos que registrou a maior elevação desde a eclosão da pandemia. No total, foram 7,8 mil novos casos, principalmente nos Estados Unidos, com 3,5 mil. Mas o que vem chamando a atenção é o aumento de casos no Chile e Argentina. "Estamos acompanhando a situação no Cone Sul com especial atenção", afirmou o porta-voz da OMS, Gregory Hartl. Ele aponta que, em apenas três dias, mais de 1,1 mil novos casos foram registrados no Chile, elevando o total para 4,3 mil e com quatro mortos. Na Argentina, são 1010 casos, com sete mortes. A cúpula da entidade estima que, nas próximas semanas, o inverno na América do Sul deve fazer o número aumentar ainda mais. Hartl estima que fechar escolas, como em São Paulo, não será a solução para a pandemia. "Essas medidas podem de fato retardar a difusão do vírus. Mas não vão parar a transmissão nesses países", disse. Segundo ele, a recomendação para as pessoas é que visitem um médico apenas se continuarem a se sentir mal ou tossir por mais de três dias. "A grande maioria dos casos é apenas suave e não tem qualquer impacto maior. Claro, temos casos de mortes e, por isso, estamos recomendando que se os sintomas continuarem por alguns dias, um médico deve ser consultado", disse Hartl. Irã, Argélia, Bangladesh, Brunei, Fiji e outros países em desenvolvimento identificaram seus primeiros casos, o que gera mais um fator de preocupação para a OMS. Há duas semanas, a OMS declarou que o mundo vivia um estado de pandemia da gripe suína e ainda alertou que o vírus circularia pelo planeta pelos próximos dois anos antes de perder força. Para algumas empresas, os resultados da gripe começam a aparecer A Delta Airlines divulgou perdas de US$ 250 milhões neste ano diante do cancelamento de voos para o México em abril, além de perdas com a redução de passageiros.