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BRASIL
Terça-feira, 13 de Março de 2012, 22h:08

CONGRESSO

Governo confirma novos líderes no Congresso

Braga e Chinaglia vão substituir Jucá e Vaccarezza na coordenação da base aliada

LUANA LOURENÇO e MARCOS CHAGAS
Da Agência Brasil - Brasília
O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) são os novos líderes do governo no Senado e na Câmara. Braga e Chinaglia vão substituir Romero Jucá (PMDB-RR) e Cândido Vaccarezza (PT-SP) na coordenação da base aliada e na negociação dos interesses do governo no Parlamento. Segundo Traumann, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou o agradecimento aos ex-líderes e disse que continuará contando com os dois parlamentares no Congresso Nacional. O novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que pretende conversar individualmente com todos os líderes da base aliada para identificar os problemas de relacionamento dos aliados. Em sua primeira entrevista como líder, Chinaglia informou que vai se reunir hoje com os líderes para discutir os tema prioritários para votação, entre eles o novo Código Florestal e a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014. O novo líder promete buscar o entendimento dentro da base aliada por meio do diálogo e convencimento. “Primeiro, preciso saber o que é realidade em tudo isso. E só tem um caminho que é conversar com todos os líderes, de forma individual, depois com todos eles, porque só ai teremos a exata dimensão de qual é o problema e em que nível está”, disse. VACCAREZZA Apesar de claramente emocionado, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirmou ontem que deixa a liderança do governo na Câmara sem ressentimentos e que continuará sendo um soldado da presidente Dilma Rousseff. "Encaro isso sem ressentimento, sem mágoas e com naturalidade", disse. Para o deputado, sua saída acontece por motivação política, não por derrotas pessoais, já que, segundo ele, o governo só "teve vitórias" na Câmara. O petista admite, porém, não saber onde a presidente "quer chegar" ao dizer que vai fazer um rodízio nas lideranças. Vaccarezza admitiu ainda que sua substituição pode causar um estremecimento na Câmara, sem votações importantes nesta semana. "Eu era amigo pessoal dos líderes, até mesmo da oposição, por isso [um estremecimento] é natural. Mas a partir da semana que vem já vai ser tranquilo", justificou. JUCÁ O senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que deixa a liderança sem mágoa. “Não saio magoado. Houve [no noticiário] uma confusão entre a minha saída e a votação da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres]." Na semana passada, os senadores derrubaram a indicação de Bernardo Figueiredo, indicado pela presidenta, para mais um mandato como diretor-geral da agência reguladora. Jucá destacou que, no dia da votação, fez o que pôde para conseguir a aprovação do nome de Figueiredo.

Edição EDIÇÃO 16962




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