BRASIL
Quinta-feira, 26 de Julho de 2012, 20h:04
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OBRAS DO PAC
Gastos crescem 39% no primeiro semestre
O governo Dilma Rousseff já investiu R$ 324,3 bilhões em obras da segunda fase do PAC, o que significa que já foram gastos 34% do previsto até 2014, que é de R$ 955 bilhões
Segundo o quarto balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, divulgado ontem, a execução em 2012 é de R$ 119,9 bilhões - 39% superior em relação aos primeiros seis meses de 2011. O valor pago com recurso do Orçamento até 23 de julho de 2012 totalizou R$ 19,7 bilhões, 32% a mais que o valor pago até 31 de julho de 2011. Já os empenhos realizados neste mesmo período teve aumento de 57%, totalizando R$ 18,3 bilhões. O governo Dilma Rousseff já investiu R$ 324,3 bilhões em obras da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o que significa que já foram gastos 34% do previsto até 2014, que é de R$ 955 bilhões. O total de obras concluídas chegou a 29,8%, totalizando R$ 211 bilhões. O balanço avalia, porém, que as perspectivas da economia continuam relativamente incertas. Segundo a análise, o aspecto mais grave desta etapa da crise iniciada em 2008 é que os países emergentes, como o Brasil, sentirão os efeitos do menor volume de comércio internacional, da instabilidade nos fluxos de recursos estrangeiros, da deterioração das expectativas de empresários e consumidores e, ainda da redução do crescimento da atividade econômica. Mesmo diante desse quadro nos países considerados avançados, o governo defende que a economia brasileira começa a recuperar o vigor. O Ministério do Planejamento informa que o valor previsto de desembolso para obras concluídas é de R$ 708 bilhões até 2014, o que corresponde a 74% do total. O restante será concluído após 2014, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. O Ministério destaca no documento que o crescimento da execução em 2012 evidencia que o PAC 2 entra em um ciclo mais acelerado das obras, após a fase de preparação de ações como planejamento, licenciamento, licitações e contratações, ocorridas em 2011. As obras concluídas do eixo Minhas Casa, Minha Vida somaram R$ 129,3 bilhões. De acordo com o Ministério, Minha Casa, Minha Vida 2 foram contratadas mais de 799 mil unidades. O sistema brasileiro de poupança e empréstimo realizou 661 mil contratos para a construção compras com reforma de moradias e 564 mil obras de urbanização em assentamentos precários foram concluídas. O documento destacou a inauguração da plataforma da Petrobrás (P-59), que irá perfurar poços na costa brasileira. Com R$ 55,1 bilhões investidos nesse eixo de energia, a capacidade foi ampliada em 3.886 megawatts desde o início de 2011. Até abril deste ano, também foram iniciados 321 postos exploratórios, dos quais 203 já foram concluídos. Na hidrelétrica de Santo Antonio (RO), quatro turbinas entraram em atividade e a linha de transmissão de Cuiabá, a Rio Verde (GO), que tem 600km de extensão, foi concluída. MOBILIDADE O PAC Mobilidade grandes cidades destinou R$ 32,7 bilhões para a construção de metrôs em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador e região metropolitana do Rio de Janeiro, além de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus. No total, segundo divulgou há pouco o Ministério do Planejamento, foram 43 empreendimentos selecionados em 51 municípios brasileiros. "O governo federal investe em mobilidade urbana nas grandes e médias cidades brasileiras, desafogando o trânsito nas principais capitais do País", diz o documento. Para as médias cidades, com população entre 250 mil e 700 mil habitantes, o programa prevê financiamento de R$ 7 bilhões para melhorias na infraestrutura. O PAC 2 entregou também, conforme o planejamento 1.275 retroescavadeiras para 1.299 municípios. A adesão para outras 3.591 máquinas está aberta. Com isso, o governo pretende garantir uma retroescavadeira para todos os municípios do Brasil. Além dessas máquinas, 1.330 motoniveladoras estão em fase de seleção. Para o governo, não há contradição entre o crescimento do consumo e o aumento do investimento. Para isso, informou o Ministério do Planejamento, o país tem um amplo conjunto de instrumentos de política econômica, como a flexibilização da política fiscal e o aumento da arrecadação com a formalização da economia.