BRASIL
Sexta-feira, 26 de Julho de 2013, 20h:59
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Francisco ressalta valor da família em oração
CRISTINA INDIO DO BRASIL
Da Agência Brasil Rio
O papa Francisco exaltou ontem, na oração Angelus Domini, o valor da família. "Vemos aqui o valor precioso da família como ambiente de fé", disse ele, na sacada do Palácio São Joaquim, sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, no bairro da Glória. Segundo ele, os jovens que participam da Jornada Mundial da Juventude querem saudar seus avós com muito carinho. "Saúdem os seus avós. Nesta praça, nas casas, sintam o nosso mundo como uma grande família. Vamos pedir a Maria que guarde as nossas famílias." O papa lembrou que ontem a Igreja celebrava os pais da Virgem Maria, São Joaquim e Santa Ana, avós de Jesus. "São Joaquim e Santa Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu a fé e o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o filho de Jesus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós", disse Francisco na oração. "Vemos aqui o valor precioso da família como lugar prestigiado para transmitir a fé", enfatizou. No Brasil e em outros países, acrescentou o pontífice, comemora-se hoje (ontem) o Dia dos Avós, que são parte importante na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé, que é essencial para qualquer sociedade. É importante também "o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família. Francisco ressaltou que as crianças e os idosos representam os dois pontos de encontro na família e reafirmou que os mais velhos transmitem a sabedoria e a experiência de suas vidas. "O diálogo entre gerações é um tesouro que deve ser conservado e alimentado", defendeu. O Angelus Domini é uma oração feita diariamente às 6h, às 12h e às 18h. Uma vez por semana, o papa a reza publicamente junto com fiéis no Vaticano. CONFISSÃO O papa Francisco ouviu na manhã de ontem a confissão de cinco jovens participantes da Jornada Mundial da Juventude, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Três brasileiros, um venezuelano e um italiano se confessaram para o pontífice em um confessionário montado especialmente para o evento. Francisco chegou à Quinta da Boa Vista com meia hora de antecedência, por volta das 9h30, e deixou o local às 10h15. A venezuelana Estefani Lescano, de 21 anos, disse que o encontro com o papa e o dia de céu azul, depois de uma semana de chuva, são sinais de alegria. Ela contou que fez sua confissão, como manda a tradição, e aproveitou para convidar o papa a conhecer seu país de origem. Ele me pediu para que mantenha minhas orações e me absolveu, não tenho pecados, brincou. De acordo com o padre Leonardo Lopes, da organização da jornada, responsável por selecionar os jovens para se confessarem com o pontífice, o momento foi uma experiência e divina e humana. O papa mexe com todo mundo porque ele faz com que a gente se sinta à vontade e próximo dele, a sensação é a de que estamos em casa com ele. Com instalação de 68 cabines portáteis feitas pelo arquiteto espanhol Ignácio de Ozono, a Quinta da Boa Vista funcionou como um grande confessionário. Lá, padres de diversas nacionalidades, fluentes em mais de uma língua, revezam-se na escuta.