BRASIL
Sábado, 21 de Julho de 2012, 14h:40
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CASO MENSALÃO
Força Nacional garante a segurança
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, requisitou ao governo federal reforço de segurança para o entorno do prédio da Corte durante o julgamento dos 38 réus do processo do mensalão, previsto para se iniciar em 2 de agosto, com pelo menos um mês de duração. O tribunal já omeçou a fazer simulações do julgamento. Na última quarta, em audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na sede do Supremo, Britto requisitou informalmente efetivos federais para resguardar o tribunal, segundo informou a assessoria do STF. Em princípio, Cardozo colocou à disposição homens da Força Nacional de Segurança Pública, agrupamento de polícia da União criado em 2004 e que atua em distúrbios sociais ou em situações excepcionais. Mas a definição sobre quem fará o policiamento ostensivo no perímetro deve ser sacramentada somente depois que o Supremo formalizar o pedido de apoio na segurança. Apesar do possível reforço de policiais, a direção do Supremo informa que a movimentação na Praça dos Três Poderes, tradicional espaço de manifestações da Capital Federal, será livre, sem restrições a protestos e aglomerações populares durante as sessões.Mesmo assim, deverá haver um cordão de isolamento, com grades de contenção, em um trecho entre o edifício-sede do tribunal e a escultura da deusa grega Têmis, que representa a Justiça. Segundo o Supremo, a medida é necessária para evitar possíveis danos ao prédio e assegurar o controle do público. Um dos integrantes mais novos do STF, o ministro Luiz Fux, revela apreensão com eventuais riscos à segurança. "O tribunal tem de ter cautela com relação à segurança. O plenário é muito próximo dos ministros. No meu entendimento, o prédio do Supremo deveria ser cercado pelas Forças Armadas durante as sessões. Acho que vão ocorrer mobilizações sociais com a mesma proporção do impeachment do ex-presidente Fernando Collor", afirmou Fux.