O filho do aposentado João Batista Groppo, de 64 anos, que manteve a esposa presa num porão durante 16 anos, em Sorocaba, no interior de São Paulo, disse ontem que a intenção de seu pai era a de proteger a mulher. Em depoimento à delegada Jaqueline Barcelos Coutinho, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), João Batista Groppo Filho defendeu o pai, preso desde quarta-feira (26) acusado de cárcere privado qualificado. Segundo ele, o aposentado havia reformado o porão em 2003 para acomodar melhor a mulher. Sebastiana Aparecida de Groppo, de 64 anos, sofre de problemas mentais. Groppo foi preso depois que a delegada flagrou a mulher em condições consideradas aviltantes no porão da casa em que ele vivia com a amante, na Vila Santana, bairro tradicional de Sorocaba. O cômodo, escuro e sem ventilação, tinha grade de ferro e estava trancado com cadeado. As paredes estavam emboloradas, com teias de aranha e havia caramujos no quarto.