BRASIL
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011, 21h:19
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LIBERTAÇÃO
Farc querem garantias do governo
RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil Brasília
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram que a libertação de cinco reféns do grupo guerrilheiro, anunciada em dezembro, será feita nos próximos dias. Os reféns que ganharão liberdade são o major da Polícia Guillermo Solórzano, o cabo do Exército Salim Corporal Sanmiguel, o oficial da Marinha Henrique López Martínez, além dos vereadores Marcos Vaquero e Garzón e Armando Acuña. As informações são da rede de televisão multiestatal, com sede em Caracas, na Venezuela, Telesur. As Farc enviaram um comunicado à estatal informando que aguardam divulgação de protocolos de segurança sobre a operação de libertação dos reféns para efetivar a promessa. Os protocolos de segurança consistem em suspender por até 36 horas as operações militares na área onde serão entregues os cinco reféns. As mesmas medidas de segurança foram aplicadas anteriormente em operações das quais integrantes do governo do Brasil participaram. No comunicado enviado à TV estatal, as Farc dizem que estão prontas para iniciar a "libertação unilateral anunciada de cinco prisioneiros" e que, para isso, espera a divulgação dos protocolos de segurança que cercam a operação. O comunicado é de 24 de janeiro. CHILE Pela primeira vez, a Justiça do Chile vai abrir um inquérito para investigar as circunstâncias da morte do ex-presidente Salvador Allende, o último chefe de Estado democraticamente eleito no país antes do golpe militar de 1973. Há dúvidas se Allende foi assassinado ou suicidou-se no momento em que o Palácio de La Moneda (sede do governo chileno) foi tomado pelos militares. Ele morreu há pouco mais de 37 anos. As informações são da TVN. rede estatal de televisão do Chile. O pedido de abertura de inquérito foi feito por Beatriz Pedrals, da Justiça Fiscal, e as investigações serão comandadas pelo representante do Ministério Público do Chile, ministro Mario Carroza. Segundo Carroza, a missão será de enorme responsabilidade. Ele disse que vai ouvir integrantes da Polícia de Investigações (PI) e analisar todos os documentos referentes ao tema. O caso de Allende está entre 726 processos envolvendo vítimas de violação de direitos humanos durante o período militar no Chile de 1973 a 1990. A ditadura do ex-presidente Augusto Pinochet é considerada, por historiadores, uma das violentas da América Latina. As circunstâncias da morte de Allende geram controvérsias até hoje e jamais foram investigadas por ordem judicial. Mas, no ano passado, a decisão do ministro da Suprema Corte do Chile Sérgio Muñoz mudou o tratamento dispensado ao assunto. Muñoz determinou que fossem abertos processos para investigar as circunstâncias da morte de todas as vítimas de violações de direitos humanos durante a ditadura. Em 11 de setembro de 1973, o Palácio de La Moneda sofreu um ataque aéreo. O então presidente Salvador Allende morreu durante o ataque. Também estavam no local a primeira-dama, Hortensia Bussi, e alguns assessores e amigos do ex-presidente.