BRASIL
Terça-feira, 31 de Julho de 2012, 21h:11
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CASO CACHOEIRA
Ex-ministro deixa defesa de Cachoeira
Para não ir para a cadeia, mulher de Carlinhos Cachoeira paga fiança de R$ 100 mil determinada em medida cautelar expedida pelo juiz federal Mark Yshida
LUCIANA LIMA
Da Agência Brasil Brasília
O escritório do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos deixou ontem a defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. De acordo com a advogada Dora Cavalcanti Cordani, que pertence ao escritório, a petição informando a saída do caso seria protocolada ainda ontem. A advogada informou ainda que a saída não guarda relação com a suposta tentativa de suborno por parte da mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, que ontem, para escapar de uma possível prisão, pagou ontem fiança de R$ 100 mil. Sobre o desligamento da defesa de Cachoeira, Cordani disse já havia um acordo com a família de Cachoeira que previa a saída após as audiências na 11ª Vara Federal em Goiânia ocorridas na semana passada. "Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo", explicou a advogada. Thomaz Bastos já estava fora do caso há duas semanas. Ele foi ministro da Justiça na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cachoeira é acusado de envolvimento em um esquema de jogos ilegais e de liderar uma organização criminosa que teria cooptado políticos e empresários. Ele está preso desde o dia 29 de fevereiro, em Brasília. PAGAMENTO Andressa Mendonça, mulher do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pagou ontem fiança de R$ 100 mil determinada em medida cautelar expedida pelo juiz federal Mark Yshida. O prazo para pagamento venceria hoje. Caso não cumprisse a determinação, Andressa poderia ser presa. Anteontem, Andressa ficou três horas na Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia (GO), prestando depoimento. De acordo com informações da Polícia Federal (PF), ela recorreu ao seu direito constitucional de não falar. Ela é suspeita de ter chantageado o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal, que coordena a investigação sobre esquema criminoso que seria liderado por Cachoeira. Andressa teria dito ao juiz que havia um dossiê contra ele e que ela poderia impedir a publicação desse relatório na imprensa em troca da liberdade e absolvição do marido. Andressa Mendonça foi enquadrada no Artigo 333 do Código Penal por "oferecer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar atos de ofício", diz a decisão judicial. Na próxima semana, Andressa será submetida a uma acareação na PF, em Goiânia, com o juiz Alderico Rocha Santos.