BRASIL
Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015, 19h:19
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LAVA JATO
Ex-gerente da Petrobras é preso em nova operação
A nova fase da operação teve como objetivo buscar provas documentais
O ex-gerente executivo da área de Engenharia e de Serviços da Petrobras, Roberto Gonçalves, e Nelson Martins Ribeiro, apontado como operador financeiro do esquema de corrupção tiveram prisões temporárias decretas, pela Polícia Federal, na 20ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de ontem. Esta fase teve como um dos objetivos buscar provas documentais sobre crimes cometidos dentro da Petrobras. Roberto e Nelson chegaram ontem à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, por volta das 17h. Eles ficam detidos na carceragem da corporação até o prazo da prisão deles, que é de cinco dias, acabar. Gonçalves foi gerente executivo da estatal entre 11 de março 2011 e 3 de maio de 2012 e foi substituído por Pedro José Barusco Filho no cargo. Ele é suspeito de receber propinas de empresas que prestavam serviço para a Petrobras. Martins, segundo o despacho do juiz federal Sérgio Moro, atuaria como intermediador do pagamento de propinas entre empreiteiras e dirigentes da estatal. Os investigados responderão pelos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes em apuração. Os presos foram levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. James Walker Junior, advogado que representa Roberto Gonçalves, explicou que o cliente participava tecnicamente dos contratos firmados pela Petrobras. "Todas as gerências de todas as diretorias participam de todos os contratos da Petrobras. E ele, como um técnico, participou tecnicamente de todos estes contratos (...) Mas ele não teve ingerência em todos esses contratos", disse o advogado. Junior disse também que vai esperar ter acesso à decisão da Justiça Federal de prender Roberto Gonçalves para analisar se vai recorrer ou não. BLOQUEIOS Também ontem, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, determinou o bloqueio de valores dos dois investigados presos na 20ª etapa da operação. O valor a ser bloqueado de Roberto Gonçalves é de R$ 40 milhões. Já das contas de Nelson Martins, o juiz determinou o bloqueio de R$ 20 milhões. A 20ª fase da Operação Lava Jato cumpriu 18 mandados, sendo dois de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. A Justiça Federal ainda concedeu cinco mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento todos relacionados a ex-funcionários da Petrobras. O nome desta fase da Lava Jato, "Corrosão", faz menção à luta diária da Petrobras para combater os desgastes nas plataformas.