BRASIL
Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011, 19h:22
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TRAGÉDIA
Enterrados os mortos em explosão em restaurante
O depoimento de dono do Restaurante Filé Carioca foi remarcado para hoje
Os corpos das três pessoas mortas na quinta-feira na explosão no restaurante Filé Carioca, na praça Tiradentes, centro do Rio, foram enterrados na tarde de ontem em cemitérios da zona oeste do Rio de Janeiro. O bancário Matheus Maia Macedo de Andrade, 19, foi sepultado por volta das 13h no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. O jovem passava no local no momento da explosão. Josemar dos Santos Barros, que trabalhava como preparador de sushis no restaurante, foi enterrado às 14h, no cemitério do Pechincha, em Jacarepaguá. Já o chefe de cozinha Severino Antônio Tavares, 45, foi enterrado no mesmo horário, no cemitério do Murundu, em Realengo. No total, 17 pessoas ficaram feridas na explosão. Destas, três permanecem em estado grave, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Uma quarta vítima tem o estado de saúde considerado estável, mas continua em observação. O acidente aconteceu quinta-feira por volta das 7h20. Funcionários teriam sentido cheiro de gás, pela manhã, e ficaram do lado externo do restaurante. PROPRIETÁRIO O depoimento de Carlos Rogério do Amaral, proprietário do Restaurante Filé Carioca à Polícia Civil foi remarcado para hoje. Ele estava marcado para ontem, mas o advogado de Amaral entregou ao delegado Antônio Ferreira Bonfim, que investiga o caso, uma justificativa para o adiamento. A defesa do proprietário do restaurante alega que ele ainda estava internado, em um hospital particular, em estado de choque, mas informa que ele não vai se negar a dar informações. Segundo a polícia, 14 pessoas já prestaram depoimento na Delegacia da Lapa, entre elas duas que ficaram feridas no acidente. Ontem, uma das vítimas, Marcio Antonio de Souza, de 42 anos, que teve os dois braços queimados na explosão, compareceu à delegacia. LIBERADO A Defesa Civil Municipal do Rio liberou a entrada de donos e funcionários de estabelecimentos do edifício Riqueza, interditado desde quinta-feira, depois da explosão. Eles foram autorizados a entrar no edifício, que é exclusivamente comercial, apenas para a retirada de documentos e pertences. O laudo do IC (Instituto de Criminalística) sobre as causas do acidente deve sair em 15 dias, segundo o subsecretário da Defesa Civil Municipal, Márcio Motta. Ele explicou que a rua do restaurante, entre a rua da Carioca e a avenida Visconde do Rio Branco, ficará interditada por tempo indeterminado até que seja finalizado o trabalho da perícia e a limpeza do local destruído. CULPA O assessor jurídico do Sindicato dos Donos de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio (Sindrio), Ricardo Rielo, responsabilizou as autoridades pelos alvarás temporários e pela falta de fiscalização da venda de gás em cilindros. "Esse tipo de gás é industrial, precisa da autorização da empresa de gás, do Corpo de Bombeiros e da prefeitura, que dá o alvará. Um alvará provisório por mais de um ano não é razoável". O advogado informou que desconhece esse tipo de alvará, mas que o episódio chama a atenção para o problema e que o sindicato está à disposição dos donos de bares e restaurantes para orientá-los sobre a legislação, o uso de gás de cilindro, os alvarás, entre outras informações jurídicas e trabalhistas.