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BRASIL
Terça-feira, 07 de Abril de 2015, 20h:20

COORDENAÇÃO/POLÍTICA

Eliseu Padilha recusa convite de Dilma

O ministro comunicou a recusa à cúpula do PMDB em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República

MÁRCIO FALCÃO,RANIER BRAGON,VALDO CRUZ e MARIANA HAUBERT
Da Folhapress - Brasília
Convidado por Dilma Rousseff para assumir a coordenação política do governo, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que é do PMDB, recusou assumir a função, afirmou ontem de manhã o líder da bancada peemedebista na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). Com uma taxa recorde de desaprovação e sofrendo derrotas seguidas no Congresso patrocinadas pelo aliado PMDB, Dilma tenta rearranjar sua base de apoio. Aconselhada por Lula, convidou Padilha, antigo integrante do PMDB e aliado do vice-presidente Michel Temer, presidente nacional da legenda. O problema é que a indicação não contou com respaldo integral dentro da sigla de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, que vem comandando as derrotas a Dilma no Legislativo. Na noite de segunda, Cunha recusou considerar a possível indicação de Padilha como da cota peemedebista. Segundo Picciani, Padilha comunicou a recusa à cúpula do PMDB na noite de segunda, em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República. O argumento oficial é que está com um filho recém-nascido e que, por isso, sofreu um "veto" da mulher. "A Secretaria de Relações Institucionais [posto que coordena a articulação política do governo] não é um pleito do PMDB. É só mais um ministro para ser fritado, não tem poder de decisão", afirmou Picciani. Com isso, continua no cargo por enquanto o petista Pepe Vargas, que vem sendo desconsiderado pelo PMDB nas negociações legislativas. PEPE VARGAS A presidente Dilma Rousseff enfrenta mais um problema dentro do seu núcleo mais próximo de governo. Chateado com a sua demissão iminente, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais), responsável pela articulação política entre Congresso e governo, está disposto a entregar o cargo. A decisão foi motivada pela divulgação de que Dilma e o vice-presidente Michel Temer convidaram o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), do PMDB, para assumir o posto de Vargas, do PT. Segundo interlocutores de Vargas, ele não foi procurado por ninguém do governo para que sua saída fosse discutida. Caso Vargas entregue de fato a sua cadeira no Planalto, Dilma corre o risco de ficar com o posto vago, já que Padilha pode não aceitar o cargo. O ministro se reuniu com Dilma na manhã de ontem quando a petista tentou convencê-lo a mudar de ministério. O peemedebista teria alegado problemas pessoais para não aceitar o posto. Parte do PMDB também rejeita a sua indicação para a articulação política. N amanhã de ontem, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), afirmou que o ministro recusou a oferta da presidente. EDUARDO CUNHA A indicação não contou com respaldo integral dentro da sigla de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, que vem comandando as derrotas a Dilma no Legislativo. Na noite de segunda, Cunha recusou considerar a possível indicação de Padilha como da cota peemedebista.

Edição EDIÇÃO 16967




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