BRASIL
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 19h:39
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GOVERNADORES
Eleição traz oxigênio para a oposição
MARCELO DE MORAES
Da Agência Estado - São Paulo
O quadro eleitoral regional poderá dar o oxigênio político que a oposição vai precisar para se reorganizar nacionalmente, caso se confirme a eleição da petista Dilma Rousseff para a Presidência da República. Pesquisas de intenção de voto apontam pelo menos nove candidatos de partidos de oposição liderando a corrida eleitoral em seus Estados: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pará, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Além disso, em pelo menos outros quatro Estados do País, a oposição tem chances reais na disputa: Paraná, Amapá, Piauí e Alagoas. Esse quadro, entretanto, poderá se alterar por conta da realização ou não de disputas suplementares em segundo turno. Dentro desse cenário, a grande notícia para a oposição seria a confirmação do favoritismo dos tucanos Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia em São Paulo e Minas Gerais, respectivamente. São os dois maiores colégios eleitorais do Brasil e poderão ser usados como ponto de partida na reestruturação de um projeto de poder para a oposição, possivelmente em torno do mineiro Aécio Neves, caso seja confirmada a vitória de Dilma sobre José Serra na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto a oposição aspira assegurar bases para uma eventual reconstrução, os governistas comemoram um quadro regional amplamente favorável. A estratégia de coalizão política patrocinada por Lula, com amplo espaço dentro do governo para os partidos aliados, fica evidente na disputa pelos governos estaduais. PT e PMDB, as duas maiores legendas da base governista, poderão conquistar cinco governos cada. E, se o PMDB poderá conquistar o inédito posto de vice-presidente, com Michel Temer, poderá perder número de governadores em relação à eleição passada. Em 2006, o PMDB elegeu sete governadores e, depois, por decisão da Justiça Eleitoral, conquistou mais dois Estados. Agora, é favorito no Rio de Janeiro, Maranhão, Paraíba, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Para o PT, o patamar deve se manter, com a possibilidade de repetir a eleição de cinco governadores. Os petistas podem vencer novamente na Bahia, Sergipe e Acre e trocar Pará e Piauí, onde ganharam em 2006, por Rio Grande do Sul e Distrito Federal, onde lideram as pesquisas.