Dividido entre Serra e Dilma, PP libera alianças nos Estados
CHRISTIANE SAMARCO
Da Agência Estado Brasília, DF
A candidata petista Dilma Rousseff teve apenas uma voz em sua defesa na primeira reunião que a Executiva Nacional do PP promoveu ontem, com a bancada federal do partido, para discutir a sucessão de 2010. O único pepista que defendeu a tese do "apoio já" ao PT na corrida presidencial foi o ex-líder na Câmara Mário Negromonte (BA). Apesar do entusiasmo geral com o aceno do PSDB ao presidente do partido, senador Francisco Dornelles (RJ), cotado para vice na chapa presidencial de José Serra, ninguém defendeu o atrelamento imediato à candidatura tucana. A Bahia de Negromonte e o Rio de Janeiro de Dornelles estão entre os nove Estados em que as regionais do PP apoiam a candidatura Dilma, segundo levantamento da própria direção partidária. O mapa do PP na corrida eleitoral revela que o partido que comanda o poderoso ministério das Cidades está rachado em três grupos rigorosamente do mesmo tamanho. Pepistas de outros nove Estados defendem o atrelamento à candidatura Serra e os nove restantes preferem a independência. Neste cenário de racha partidário, a executiva do PP tomou três decisões ontem, anunciadas ao final da reunião pelo próprio Dornelles. Os Estados têm independência total para fazer alianças com quem bem entenderem. A Executiva Nacional pede apenas que todas as regionais tirem uma posição no que se refere à disputa presidencial até o final de maio e informem à direção partidária. Todos os militantes do PP têm o direito de conversar e discutir com quem bem entenderem sobre a disputa nacional, desde que deixem claro que a posição partidária será definida pela executiva nacional, em junho.