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BRASIL
Sexta-feira, 01 de Abril de 2011, 20h:08

INÍCIO DE GOVERNO

Dilma supera Lula e FHC em aprovação

Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, a presidente Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003

PRISCILLA MAZENOTTI
Da Agência Brasil – Brasília
O início do governo da presidenta Dilma Rousseff tem a melhor avaliação dos últimos 12 anos, quando a pesquisa CNI/Ibope começou a ser feita. Nos dados divulgados ontem, 56% das pessoas avaliam o governo Dilma em ótimo ou bom. O índice é superior à aprovação do início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – que em 2003 era de 51% –, e do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. Na época o índice do tucano era de 41%. Entretanto, na avaliação quanto à aprovação do governo, Dilma aparece praticamente empatada com Lula, no primeiro mandato, em 2003. Dilma aparece com 73% de aprovação. Lula tinha 75% há oito anos. Mas no índice de confiança do governo, Dilma aparece atrás de Lula, com 74%. Lula tinha 80% no início de seu primeiro mandato. Essa é a primeira pesquisa CNI/Ibope desde a posse de Dilma. Segundo o gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, o índice de aprovação de Dilma se deve ao seu bom relacionamento com Lula. “Ela foi a candidata do Lula e continua tendo um bom relacionamento com ele. Não tem aquela avaliação tão alta como estava o Lula no fim de governo, mas não se pode comparar uma avaliação de fim de governo com uma de início”, explicou. A pesquisa ainda traz a percepção dos entrevistados em relação ao noticiário. Para 33% dos entrevistados, as notícias recentemente divulgadas sobre o governo foram favoráveis a Dilma. Para 41%, as notícias não são nem favoráveis, nem desfavoráveis. E para 7%, as notícias são mais desfavoráveis. EXPECTATIVA A expectativa com relação ao governo Dilma Rousseff aumentou. Segundo pesquisa do Ibope, encomendada pela pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 68% dos entrevistados tem expectativa ótima ou boa para o atual governo. Em dezembro do ano passado, o percentual era de 62%. Entre os que têm uma expectativa regular, o número permanece o mesmo de três meses atrás: 19%. Já os que têm a expectativa de um governo ruim ou péssimo diminuiu. Em dezembro, era de 9%. Hoje, é de 5%. Entretanto, na análise por assuntos, o governo de Dilma Rousseff foi reprovado em três áreas. Em segurança pública, 49% dos entrevistados não aprovam as ações, contra 44% que se disseram favoráveis. Na Saúde, 53% não concordam com as iniciativas da gestão de Dilma, mas 41% sim. A atuação do governo com relação aos impostos foi desaprovada por 53% dos entrevistados, contra 36% que aprovam. A política de juros aparece na pesquisa com o mesmo percentual de aprovação e de desaprovação: 43%. As políticas de Educação têm o apoio de 52% dos entrevistados, e o combate à inflação, 48%. No combate ao desemprego, 58% aprovam a política do novo governo, enquanto que nas ações de combate à fome e à pobreza o índice ficou em 61%. Em relação às políticas sobre meio ambiente, 54% aprovam as medidas do atual governo. A pesquisa também mostra a preocupação dos entrevistados em relação à inflação. Para 40% deles, o assunto deve ser prioritário sobre outras políticas do governo. E, para a maioria (44%), o assunto deve receber o mesmo tratamento das demais. O gerente executivo da CNI, Renato da Fonseca, explicou que o efeito da inflação ainda não está distribuído na população, por isso, a maioria entende que a inflação não deve ser tratada de maneira diferenciada. “Outra coisa é que o governo vem anunciando medidas de combate à inflação”, disse. Entre os assuntos mais lembrados pelas pessoas nesses três meses de governo Dilma Rousseff está a discussão sobre o novo valor do salário mínimo. Dos mais de dois mil entrevistados, 22% consideraram o assunto o mais memorável neste início de gestão. A visita do presidente norte-americano, Barack Obama, aparece em segundo lugar, com 11%. Em terceiro, com 8%, o aumento da inflação e do preço dos alimentos. Assuntos como investimentos em educação, saúde e segurança aparecem no final da lista, com a lembrança de 1% dos entrevistados.

Edição EDIÇÃO 16967




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