BRASIL
Sexta-feira, 14 de Março de 2014, 21h:07
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RONDÔNIA
Dilma sobrevoa hoje a área atingida por cheia
Prejuízo com as cheias no estado deve passar de R$ 1 bilhão
LUANA LOURENÇO e ANDREIA VERDÉLIO
Da Agência Brasil - Brasília
A presidente Dilma Rousseff sobrevoará hoje, às 9h30, áreas atigidas pela cheia do Rio Madeira, em Rondônia, de acordo com informação da Secretaria de Imprensa da Presidência da República. O estado de Rondônia calcula prejuízos público e privado da ordem de R$ 1 bilhão. Nesta semana, o nível do Rio Madeira atingiu nova marca histórica e chegou a 19,10 metros. O governo federal já reconheceu situação de emergência no estado de Rondônia, e está avaliando o pedido para que seja decretado estado de calamidade pública na capital, Porto Velho, informou o Ministério da Integração Nacional. O governador de Rondônia, Confúcio Moura, veio a Brasília na última quarta-feira pedir ajuda ao governo federal para investir em infraestrutura, além de recursos emergenciais para minimizar os efeitos da enchente, que já desabrigou 12 mil pessoas no estado. Na ocasião, Dilma disse que o governo federal enviará apoio ao estado, para auxiliar as vítimas quanto a alojamento, serviços médicos e remoção da população atingida. A presidenta também determinou, segundo Moura, o fornecimento de aviões e helicópteros para o transporte de pessoas e alimentos, pois, com a cheia, alguns municípios ficaram isolados. PREJUÍZOS O estado de Rondônia calcula prejuízos público e privado da ordem de R$ 1 bilhão por causa da cheia do Rio Madeira. No final de fevereiro, a Prefeitura de Porto Velho (RO) decretou estado de calamidade pública no município e, durante reuniões em Brasília, o governador Confúcio Moura reforçou pedido para que o Ministério da Integração Nacional também reconheça estado de calamidade na capital rondoniense. Com esse reconhecimento, é possível agilizar o pedido e liberação de recursos da União para reconstrução e assistência às vítimas. Segundo Confúcio, o governo federal já liberou cerca de R$ 7 milhões para socorro imediato às vítimas das cheias. Para os investimentos estruturantes, precisamos esperara a água baixar pra ver o que fica. Ninguém sabe como vamos encontrar as rodovias e pontes que estão submersas. O governador explicou que os três municípios mais afetados - Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré - já estão fazendo uma mesa de reconstrução para elaborar propostas e submeter aos ministérios tão logo o nível do rio baixe. Segundo Confúcio, os projetos a serem desenvolvidos no estado dependem de uma engenharia especializada, pois além das estradas e pontes, existe a necessidade de construir protetores das encostas do rio, em Porto Velho. É uma obra de engenharia fantástica, como já foi feito na Estação das Docas de Belém (PA), em Ponta Negra em Manaus (MA), no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), assim como no mundo todo tem sido feita essa proteção. E vamos pedir apoio para o projeto de empresas que podem fazer esse cálculo de profundidade de água, que além do embelezamento das marginais, também traz segurança no caso de uma nova enchente. O governador conta ainda que, em audiência com a presidenta Dilma, ela prometeu a construção de um novo porto - maior e mais seguro, em Porto Velho. Com a cheia do Rio Madeira, o porto local ficou paralisado por quatro dias, impactando o escoamento da produção de grãos do estado. Também foram discutidos a prorrogação de dívidas e o modelo de reconstrução da agricultura familiar, com proposta de criação de peixes em tanques-rede nos próprios rios e lagos da região, e a prorrogação do pagamento do seguro defeso para os pescadores artesanais das regiões afetadas. É um seguro pago pelo Ministério do Trabalho no período de piracema, mas agora também está impossível pescar com o volume do rio e a falta de moradia e equipamento de pesca, explicou Confúcio.