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BRASIL
Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2011, 20h:17

APAGÃO/NORDESTE

Dilma manda reforçar fiscalização

Ela determinou ao ministro Edson Lobão que cobre das empresas responsáveis reforço na manutenção dos serviços de geração e distribuição de energia

Após pelo menos sete estados do Nordeste terem ficado às escuras por conta de um desligamento na subestação Luiz Gonzaga, entre Pernambuco e Bahia, a presidente Dilma Rousseff determinou ontem que o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, cobre das empresas responsáveis fiscalização reforçada no sistema elétrico e, para evitar eventuais panes, exigiu que as empresas geradoras de energia reforcem a manutenção dos serviços de geração e distribuição. Dilma também ligou para o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hübner, e pediu que a agência aumente a fiscalização preventiva no sistema da Região Nordeste. O porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena Soares, informou que Dilma ficou "preocupada" com o corte de energia na região Nordeste. A agenda da presidente foi destinada nesta sexta a cobrar explicações sobre o apagão. Lobão foi convocado logo pela manhã ao Palácio do Planalto. A Aneel e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) também tiveram de dar explicações sobre a interrupção no fornecimento de luz aos Estados. A agenda da presidente foi destinada nesta sexta a cobrar explicações sobre o apagão. Em entrevista coletiva, o ministro Edison Lobão minimizou mais cedo a ocorrência do apagão e classificou o corte no fornecimento de energia como apenas uma "interrupção momentânea no sistema". Ele garantiu que o sistema elétrico brasileiro é "o mais moderno do mundo", mas disse que, como ocorre em todo o mundo, o sistema brasileiro também pode apresentar falhas. "O nosso sistema funciona muito bem, há falhas, como há falhas em todos os sistemas do mundo. Aqui, essas falhas não são constantes, estão dentro das estatísticas mundiais. Não há no mundo nada mais moderno que o sistema brasileiro", afirmou. De acordo com o porta-voz da Presidência, Dilma não buscou diminuir a importância do apagão ocorrido no Nordeste. "A presidenta de nenhuma forma minimizou o problema, tanto é que determinou à Aneel que reforçasse a fiscalização preventiva e também determinou ao ministro Edison Lobão que determinasse às empresas geradoras de energia que reforçassem a manutenção do serviço. Portanto, não houve nenhum tipo de minimização", disse. Segundo o ministro, não houve sobrecarga do sistema e apesar da queda de energia ter ocorrido depois da tentativa de religamento do circuito por funcionários da subestação, o governo não trabalha, a princípio, com a hipótese de erro humano. Lobão também negou que a falha possa ter ocorrido por uso de equipamento velho. "O equipamento é razoavelmente atualizado e moderno, ele não está obsoleto", disse. Ainda não há estimativas sobre prejuízos provocados pelo incidente. O acidente de ontem (04) relembra o apagão ocorrido em novembro de 2009, quando uma tempestade no interior de São Paulo provocou a interrupção na transmissão da energia vinda de Itaipu, gerando um efeito dominó que deixou às escuras por quatro horas 70 milhões de pessoas em 18 Estados do País. Irritado, o ministro evitou classificar o incidente como um apagão, preferindo um eufemismo. "Não houve apagão, houve uma interrupção temporária de energia elétrica", disse. Lobão também era titular de Minas e Energia em 2009.

Edição EDIÇÃO 16962




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