RAQUEL MASSOTE e EDUARDO KATTAH
Da Agência Estado BH
Contagiada pelo clima de campanha no palanque da solenidade de assinatura de novas ordens de serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Belo Horizonte, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cometeu ontem um ato falho e chamou o evento de um "comício". O lapso de Dilma ocorreu quando ela agradecia as manifestações de apoio e cumprimentava as autoridades presentes no palanque. "Quero dirigir especial cumprimento às mulheres que estão animando esse comício", disse a ministra, que em seguida disfarçou o constrangimento com sorrisos. As fortes dores no pescoço não impediram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizasse as solenidades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, na região metropolitana, para desafiar a oposição. O presidente também fez referência direta às eleições municipais deste ano e disse que a população deve estar atenta com os candidatos que, de última hora, posam de "milagreiros". Na capital mineira, Lula - que foi obrigado a se ausentar do palanque por cerca de 20 minutos e retornou usando um colar cervical - encerrou seu discurso com um recado para os oposicionistas. "Com muito orgulho, com muito prazer eu vou continuar andando por esse país. A minha oposição não gosta que eu ande. Ela fala que eu estou fazendo campanha. Eu não sou candidato. O que eles querem é que eu fique dentro do meu gabinete, vendo eles fazerem discurso contra mim. Entre ouvir eles falarem de mim e abraçar o povo desse País, eu vou pra a rua", afirmou.