FAUSTO MACEDO e ROBERTO ALMEIDA
Agência Senado -= Brasília
A presidente da CPI Mista, Marisa Serrano, não descarta a hipótese de uma acareação entre José Aparecido Nunes Pires e André Fernandes acusados de vazar o suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No entanto, a senadora disse que só após ouvir os depoimentos dos envolvidos será possível aos parlamentares decidir se há necessidade ou não de realizar uma acareação entre ambos. Aparecido, que é ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, foi indiciado na última sexta-feira por quebra de sigilo funcional. Fernandes, assessor do senador tucano Álvaro Dias, teria vazado o documento para a imprensa.O depoimento de ambos está previsto para esta terça-feira, na CPI dos cartões corporativos. Ontem, a defesa de Aparecido entrou com novo recurso no Supremo Tribunal Federal para reconsiderar o pedido de habeas-corpus negado na semana passada, informou a assessoria do órgão ao estadao.com.br. BNDES O lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor de Paulinho da Força (PDT-SP), teve importante participação no repasse de R$ 1,32 milhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a ONG Centro de Atendimento Biopsicossocial Meu Guri, presidida pela mulher do deputado, Elza Pereira. A Polícia Federal constatou que Moura figurou formalmente como testemunha do ajuste entre o BNDES e a Meu Guri, em 27 de setembro de 2001. A Operação Santa Tereza, que investiga suposto desvio de verbas do BNDES, aponta o lobista como peça-chave do esquema.