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BRASIL
Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010, 01h:49

Corpos de 16 militares mortos chegam na quarta

SOFIA FERNANDES
colaboração para a Folha Online, de Brasília
O Exército informou para amanhã a chegada ao Brasil dos 16 corpos de militares brasileiros encontrados no Haiti. Ainda há dois militares desaparecidos, e sobre eles o Exército não divulgou novidades. O avião que transportará os corpos aterrissará em Brasília. O terremoto do último dia 12 matou ainda a brasileira Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa. As honras fúnebres serão feitas em Brasília, com a presença de parentes das vítimas. Peri afirmou que a busca pelos dois desaparecidos é prioridade para as tropas brasileiras. Mas é preciso salientar, segundo o general, que o quartel da Minustah em Porto Príncipe ficava em um hotel situado em local elevado. Com o terremoto, o acesso ficou muito difícil, principalmente de equipamentos pesados para deslocar os escombros. Questionado sobre a comoção que a chegada dos corpos vai promover no país, o general afirmou: "Ninguém está preparado para a morte. Mas a morte é inerente à profissão militar." O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri afirmou, durante entrevista coletiva, que o país tem disposição de ampliar o efetivo brasileiro no Haiti. No entanto, a definição da cota de militares brasileiros deve ser definida pela ONU, que coordena a missão de paz Minustah. Atualmente há 1.266 brasileiros na força de paz da ONU. Segundo Peri, o Brasil tem condições de dobrar seu efetivo no Haiti. Essa força seria composta por cerca de 10 mil militares que já conhecem a área e que já estão treinados nos mais diversos aspectos. Há ainda tropas com potencial de serem treinados. O rodízio de seis meses das tropas brasileiras vai continuar, e uma substituição será feita em breve. "O país precisa ser reconstruído", disse o general, que esteve no país 24 horas depois do terremoto de magnitude 7. São necessárias muitas obras para reerguer o país, equipes de saúde, de engenharia e segurança. Os milhares de mortos também são um problema gravíssimo, apontou Peri. Peri falou de seu choque ao chegar a Porto Príncipe. "No caminho do aeroporto para a base, podemos ver os primeiros sinais do desastre. Alguns corpos colocados em frente ao hospital, pessoas se jogando pelas ruas, com aquela expressão de sofrimento", descreveu.

Edição EDIÇÃO 16967




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