O PSB deverá impor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o nome do deputado Eduardo Campos para ser vice na chapa à reeleição. Segundo interlocutores do partido, essa seria uma forma de se conseguir apoio na legenda para uma aliança formal em torno de Lula. O Palácio do Planalto prefere o ex-ministro Ciro Gomes (Integração Nacional), que se mostrou afinado com Lula enquanto estava à frente da pasta. Mas no PSB, a avaliação é que a conta seria alta demais. O partido aposta nos votos de Ciro para a Câmara Federal para conseguir ultrapassar a cláusula de barreira e não sucumbir após as eleições de outubro. Pela regra, os partidos precisam conquistar 5% dos votos, sendo 2% em nove Estados, para ter representação a partir do próximo ano. Quem não atingir essa meta perderá, por exemplo, os recursos do fundo partidário, essenciais para a manutenção dos partidos. A expectativa é que Ciro consiga 300 mil votos na eleição para deputado. Depois de uma reunião ontem, dirigentes da sigla estiveram hoje com o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), no Palácio do Planalto para apresentar a proposta. Os detalhes da conversa seguem sob sigilo nos dois lados. SÃO PAULO A cúpula da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo não acredita que o principal adversário do petista na disputa, o candidato do PSDB, José Serra, consiga atrair o apoio do PMDB para sua chapa. A avaliação é que Serra dificilmente aceitará ter como vice o ex-governador Orestes Quércia. Ao mesmo tempo, consideram os interlocutores da campanha, Quércia não irá apoiar a indicação do deputado Michel Temer (SP) para a vaga de vice. Temer é o preferido dos tucanos. Já Quércia enfrenta resistências no partido. No PT se diz que seria um peso grande de mais para Serra ter o ex-governador a tiracolo na campanha. O PT continua apostando que o PMDB acabará por lançar candidato próprio ao governo de São Paulo: Quércia ou um outro nome do partido -nesse caso, Quércia sairia candidato a deputado federal. Esse cenário é o melhor para a candidatura de Mercadante. As análises na coordenação da campanha indicam que, com um candidato do PMDB na disputa, a eleição iria para o segundo turno. As pesquisas indicam que Serra venceria hoje no primeiro turno, considerando os votos válidos. Supostamente, a candidatura de Quércia atenderia a um pedido do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que Mercadante enfrenta uma situação difícil no Estado.