BRASIL
Terça-feira, 17 de Maio de 2011, 20h:10
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CÂMARA
Carga tributária criticada durante debate em comissão
IOLANDO LOURENÇO
Da Agência Brasil Brasília
A atual carga tributária do país foi criticada ontem durante debate na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. Representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Sebrae e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) disseram que ela é um entrave para o crescimento econômico. Eles defendem a necessidade de uma revisão no sistema tributário com a diminuição de impostos em vários setores. Os representantes do Ipea, Cláudio Hamilton Matos dos Santos, do Sebrae, Bruno Quick, e o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, afirmaram que além de alta, a carga tributária incide mais sobre os cidadãos de menor poder aquisitivo. Os mais pobres pagam proporcionalmente mais tributos, os mais ricos, notadamente não assalariados, encontram maneiras de evitar a tributação, disse o representante do Ipea. Ainda segundo Cláudio Santos, o sistema tributário brasileiro é injusto porque é regressivo e a carga tributária é mal distribuída. Além disso, segundo ele, o seu retorno social é baixo e porque não há cidadania tributária no Brasil. O representante do Sebrae falou mais do papel das pequenas e microempresas na economia nacional. Ele disse que, até junho, 5 milhões de empresas estarão cadastradas no Simples Nacional e, entre elas, mais de 1,1 milhão são de empreendedores individuais. Segundo Bruno Quick, essas empresas são a grande maioria no país e precisam ver mudanças na legislação para continuarem no mercado. Se não forem adotadas medidas para resolver a questão do Simples Nacional, nós vamos ver o Simples sendo destruído e provocando um desmonte no sistema, disse.