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Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 21 de Julho de 2012, 14h:39

ELEIÇÕES 2014

Candidatos únicos em 113 cidades aliam PT e PSDB

Em dois por cento dos municípios eleições terão candidatura única

Os moradores de aproximadamente 2% dos munícipios brasileiros já sabem quem deverá ser o próximo prefeito de sua cidade. Não se trata de nenhum exercício de vidência. Das 5.568 cidades que terão eleições neste ano, 113 terão apenas um candidato à prefeitura. Nestes locais os partidos se uniram em torno de um nome, gerando coligações extremas como o PT e o PSDB no mesmo palanque. O levantamento foi feito com base nas informações preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São cidades de todas as regiões do País. Com população que varia de 1 mil a 30 mil habitantes, esses municípios fogem da média de candidato/vaga no restante do País: 2,7, segundo o TSE. Pode até ser estranho, mais uma eleição sem adversários é considerada normal. "Não há vedação em casos assim. É uma eleição normal, como outra qualquer", afirma a assessoria do Tribunal. Os maiores colégios eleitorais são os que mais trazem esse "fenômeno": em Minas Gerais, são 21 casos, enquanto Rio Grande do Sul e Paraná somam 19 munícipios cada um. Os candidatos "solitários" ainda aprecem em 18 cidades paulistas. Isso também acontece em menor frequência em Santa Catarina (8), Rio Grande do Norte (4), Piauí (4), Paraíba (5), Mato Grosso (4), Mato Grosso do Sul (3) e Bahia (3). Tocantins, Pará, Goiás, Rondônia e Alagoas têm apenas um caso em cada Estado. Empresários e agricultores são a maioria entre quem já está com um pé nos gabinetes. Embora alguns tenham o ensino fundamental incompleto, há milionários na lista, como Beto Vizzoto (PT), candidato em Paraíso do Norte, cidade paranaense de menos de 12 mil habitantes. Ele possui um patrimônio digno de um político na capital: R$ 8 milhões em bens. É no Paraná também que Gisele Faccin (DEM), de 28 anos, tentará (sozinha) chegar à prefeitura de Presidente Castelo Branco, de quase 5 mil habitantes, pela primeira vez. Há muitos que tentam a reeleição, como é o caso de Ederildo "Paparico" Bachi (PDT) em São João da Urtiga, munícipio gaúcho de 4,7 mil habitantes. Ele se elegeu em 2008, ganhou de seu adversário e começa agora a campanha para a reeleição - desta vez, sem a oposição. Paparico atrela ao "sucesso de sua gestão" o fato da oposição ter abandonado a ideia de lançar candidato na cidade. "Já houve uma eleição em que os militantes fechavam as ruas. Até o exército interviu na cidade. Hoje conseguimos equilibrar isso. Respeitamos a oposição. É um clima bom", afirma.

Edição EDIÇÃO 16967




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