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BRASIL
Quinta-feira, 04 de Agosto de 2011, 20h:29

STF

Aumento a ministros fica para 2012

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que a Casa não deve votar neste semestre o reajuste de salário aprovado anteontem pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), subindo dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil. A proposta de novo vencimento seria para o Orçamento de 2012. Para o aumento ser efetivado, um projeto de lei precisa ser aprovado pelo Congresso. Vaccarezza ponderou que a dificuldade é o "como pagar" pelo reajuste em uma época de cortes. O líder lembrou ainda que o reajuste resultaria em um efeito cascata. "Neste segundo semestre temos que ter muita cautela. Não é porque determinado setor diz que quer aumento que tem que ter aumento. A dificuldade é como", disse Vaccarezza. Uma PEC (proposta de emenda constitucional) tramita na Câmara prevendo a veiculação dos salários dos parlamentares aos do Judiciário. APROVADO O orçamento aprovado anteontem pelos ministros do Supremo prevê ainda R$ 4 milhões para trocar vidros da sede (com a possibilidade de blindagem) e um projeto de R$ 2,8 milhões para construir um prédio da TV Justiça. Os dados foram enviados à Presidência, que repassará a proposta ao Ministério do Planejamento para incluí-la no Projeto da Lei Orçamentária Anual, a ser enviado ao Congresso até o fim do mês. No total, o STF quer um orçamento de R$ 614 milhões para o ano que vem. Deste total, R$ 391 milhões são referentes a gastos com pessoal. Segundo Cândido Vaccarezza, a pauta da Câmara deve ficar trancada por medidas provisórias até o final deste mês. Na liberação da pauta, prevista para setembro, a previsão é de votar o Pronatec, as alterações no Supersimples e a Lei Geral da Copa.

Edição EDIÇÃO 16962




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