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BRASIL
Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014, 20h:15

CASO CORREIOS

Aécio Neves ataca; ECT se defende

DANIELA LIMA e MARIANA HAUBERT
Da Folhapress – São Paulo e Brasília
O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, convocou entrevista coletiva ontem para atacar o que chamou de "aparelhamento criminoso" dos Correios. O tucano vem denunciando a empresa por ter deixado de enviar material de campanha do partido em Minas Gerais. Presidente do órgão rebate, "Começamos a checar e o que descobrimos foram centenas de cidadãos mineiros que não receberam nossa correspondência em cidades para as quais mandamos cartas para todas as casas", disse Aécio. Segundo ele, o partido encontrou casos semelhantes em São Paulo. O presidenciável disse que o "PT ultrapassa todos os limites de utilização da máquina pública em benefício do seu projeto de poder. Isso tem que acabar. Não é aceitável", afirmou. As queixas de Aécio nasceram de reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" que mostrou um deputado do PT mineiro dizendo, em gravação, que os resultados obtidos pela presidente Dilma no Estado só existiam pelo "dedo" do partido nos Correios. O PSDB vai ao TSE contra o PT e também ingressará com uma ação criminal contra a sigla adversária. Segundo Aécio é um crime previsto em lei o descarte intencional de material de campanha. O tucano disse estar "absolutamente otimista sobre a ida ao segundo turno". "A minha palavra é de agradecimento pelo carinho que tenho recebido em todo o Brasil", encerrou. CORREIOS O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, rechaçou ontem as acusações de que a estatal tenha cometido crime eleitoral ao distribuir material de campanha da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Oliveira afirmou que a empresa, há 20 anos, distribui material de campanha de qualquer candidato ou partido pela modalidade de mala direta. Oliveira convocou uma entrevista coletiva na tarde de ontem para também rebater as acusações feitas pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, de que correspondências e material de campanha do PSDB não foram distribuídos em Minas Gerais, conforme contrato fechado com a estatal. "É uma entrevista coletiva convocada para elucidar um produto concorrencial dos correios, previsto em legislação. É em defesa da imagem da instituição que está sendo atacada por algumas pessoas durante o período eleitoral", disse. Além de Oliveira, acompanharam a coletiva os oito vice-presidentes da empresa. Na quarta, Aécio passou o dia acusando o PT e a campanha da presidente Dilma de usarem os Correios para prejudicar o PSDB em Minas Gerais, berço político do tucano. Ele disse ter recebido "centenas de denúncias nas últimas 24 horas" de que a estatal deixou de entregar correspondências e material de campanha do partido no Estado. "Há uma polêmica em relação a um cliente específico, e como estamos aqui para deixar claro que o trabalho dos Correios obedece rigidamente a processos legais e a credibilidade dos Correios não será afetada por acusações descabidas e injustas", afirmou Oliveira. Ele informou que a empresa está estudando adotar medidas judiciais contra as acusações feitas por Aécio. Segundo Oliveira, o material tucano que não havia sido entregue inicialmente foi reenviado aos destinatários. Ele disse que podem ocorrer situações em que o carteiro não consegue entregar o material e por isso faz a devolução dele. A campanha tucana, por outro lado, afirma que não poderia ser feito o reenvio porque não entregou novo material à empresa.

Edição EDIÇÃO 16964




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